Bom dia? Mais ou menos: Bauru sem água nas torneiras, como na triste e excelente charge (de Fernando) na pág. 2 do Jornal da Cidade de 17nov22. Na parte alta da cidade (por exemplo, entre av. Getúlio Vargas e av. N. S. de Fátima e perto do Confiança Max) falta água há muitos dias e caixa d'água continua vazia. Consertaram as bombas, mas nesta região a água só apareceu na torneira da rua (sem pressão para subir até a caixa de água, no telhado) na madrugada. Na manhã de 21nov22, ao se abrir a torneira, não deu para encher um copo. Estava seca, novamente. Certamente, a parte alta da cidade não chega a ter vazão e pressão suficientes (mas que devem ocorrer nas partes baixas e centro), antes da hora do DAE cortar a alimentação.
Parece que nunca houve vontade política de resolver o problema de falta água.
Uma hora a causa é a ruptura (frequente) de antigas adutoras; recentemente, foram 3 bombas queimadas (uma foi substituída e não funcionou e a outra foi danificada por vandalismo - tentativa de roubo de equipamento e de fiação). No JC de domingo 20nov22, noticiaram a religação do poço Infante D. Henrique. Mas na citada região não resolveu. Agora é a seca e o nível na lagoa de captação no rio Batalha, que abaixou (e dizem que já desassorearam o fundo da lagoa) e já aplicam o rodízio (primeira página 22nov22). Mas, na parte alta da cidade, a água nem chega direito, então, vai ser secura direto. Se a água não sobe na caixa, se deve tomar banho de canequinha ou lavagem a seco? E os banheiros?
Historicamente, se sabe que em 1955 em casas na região dos Altos da Cidade (rua Padre João, perto do supermercado) se viam os tanques e latonas cheias de água. Diziam que precisavam guardar devido à antiga e constante falta d'água na rede.
Em várias vezes, no Jornal da Cidade, apareceram notícias de soluções previstas pelos então prefeitos: inclusive um deles propôs executar 6 poços, mas parece que só foram perfurados dois naquela ocasião (e outros dois foram inaugurados mais recentemente - um deles na Praça Portugal. E nem assim resolveu?).
Em 2jan13, apareceu na primeira página do jornal JC (com complementos em pág. 10 e pág. 11) a proposta de construir uma barragem e formar reservatório de acumulação. Os títulos eram: "Estudo cria 'novo' rio Batalha" (citando que: 'DAE detecta pontos de captação em Bauru que podem garantir água em abundância após construção de Barragem'); "Estudo de barragem gera 'Batalha 2"; "Batalha pode ter mais uma ETA"; e "Prefeito defende financiamento para construção de reservatórios". Existiam fotos ilustrativas e quadro com 'Plano de Obras de Abastecimento'.
O que aconteceu? Parece que nada foi feito? Falta de Verba? De dinheiro? De vontade política? Será que através do Comitê Bacia do Tietê não seria viável conseguir verba do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro)? E/Ou não se poderia aproveitar parte do montante não usado, na Estação de Tratamento de Esgoto - ETE Vargem Limpa (interminável)?
Importante a ação do MP (JC na primeira página 18nov22), questionando as causas da falta de água por queima de bombas. Mas creio que não basta questionar o DAE. É preciso verificar a causa política (e histórica) na Prefeitura Municipal, pois o DAE é uma autarquia. E, não precisa ser favorável a uma substituição do DAE, por exemplo, pela Sabesp ou outra empresa, pois será que alguém vai poder garantir a solução da falta d'água? Será que o mais provável será só um aumento do valor de cobrança, com a mesma falta ou falha de abastecimento?
Um presidente anterior do DAE começou a dividir a rede, para facilitar a distribuição e evitar a demora no retorno da água para as partes altas da cidade (com pressão baixa), mas não se sabe se realmente essa atividade continua (mas é lenta?) ou se parou depois que ele saiu do cargo.
Se for para pedir água em caminhão, não é preciso ter certeza de sua origem nas captações? Onde foi coletada? É potável? Foi tratada? Precisa ser fervida, para o consumo? Quais as condições do veículo - é caminhão exclusivo para o transporte de água? etc. Sendo do DAE ou de uma sua contratada oficial, se consideraria que não haveria problema? Apenas um custo a mais? Como comentado no 'Tribuna do Leitor' (página 24, 27nov22 - 'Uma autarquia que não se cansa de nos envergonhar'), existem dificuldades e impedimentos para pessoas idosas e/ou com comorbidade e/ou que não tenham quem lhes dar apoio à recepção da água.
Provavelmente vai ser preciso conseguir/contratar uma pessoa para subir no telhado e levar o mangote, da saída no caminhão até à caixa d'água? Onde? Quem? E parece que nem se pode mais conseguir aprovação para a execução de poço de água no quintal?
Então, é para se ficar sem água mesmo e ainda, ao pagar a taxa, espera-se que parte do que foi registrado não seja a pressão só de ar, na tubulação.
Começou o rodízio (24nov22), mas a água, quando devia abastecer a casa, não tem pressão e na torneira de entrada, mal tem um filete.
Na edição do JC de 27nov22 (página 4), há a notícia: "Bela Vista: além de rodízio, bomba de poço queima". Outra? E está sendo desviada água do sistema ETA/Batalha? E Bauru não é a Terra Sem Limites?
Enviei 10 figuras com os recortes de jornal (referências) em anexo.
Grato