ABASTECIMENTO

DAE conclui manutenção em registro da ETA em Bauru, mas queixas persistem

Por | da Redação
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Banco de Imagens JC
Tempo de normalização varia de acordo com consumo de cada região
Tempo de normalização varia de acordo com consumo de cada região

Sob fortes críticas de quem está há dias sem água nas torneiras, o DAE enfrenta uma sucessão de problemas para garantir o abastecimento em Bauru. Na tarde deste domingo (27), a equipe da divisão técnica da autarquia concluiu a manutenção emergencial no registro do pulmão novo da Estação de Tratamento de Água (ETA), que abastece os bairros Popular Ipiranga, Jardim Ferraz, Vila Santista, Jardim Terra Branca, Vila Independência, os condomínios Parque dos Sabiás, Monte Verde, Shangrilá, Jardins do Sul e Spazio Verde Comendador.

Segundo a assessoria de imprensa, toda a produção da ETA foi direcionada na madrugada desta segunda-feira (28) aos bairros afetados, mas a retomada do abastecimento ocorre de maneira gradativa. “O tempo de normalização varia de acordo com o tamanho e consumo de cada região, podendo sofrer instabilidade no fornecimento devido à baixa vazão da captação do Rio Batalha”, informa em nota.

Reclamações

Por enquanto, a água não chegou à Vila Nipônica, relata a moradora Joselia Maria Rovis, que conta estar com as torneiras secas desde a última quinta-feira (24). Moradora da quadra 1 da rua Pastor Zebedeu Holanda de Andrade, ela estuda até um protesto. “Alguém tem de fazer algo por nós”, diz.

As queixas, porém, não partem apenas dela. Moradores da Vila Industrial e Via Dutra também passaram o final de semana sem água, situação que permanece até agora.

O DAE disponibiliza dez equipes para atender aos pedidos de caminhões-pipa que podem ser solicitados através do 0800-7710195, que recebe ligações apenas de telefone fixo ou 3235-6140 e 3235-6179 para ligações feitas por aparelho celular. O atendimento ocorre 24 horas, todos os dias e, segundo o presidente da autarquia, Marcos Saraiva, todas as solicitações estão sendo atendidas.

Ele concedeu, na manhã desta segunda-feira (28), entrevista ao Programa Cidade 360, uma parceria do Jornal da Cidade, 96FM e JCNET/Sampi. Na oportunidade, tratou sobre a substituição da bomba do poço Padilha, concluída na noite de sábado e reiterou que, por enquanto, o rodízio 24h/24h segue na cidade.

Batalha

Destacou que a medida nunca foi descartada por ele, sendo que só deixará de ser implementada quando não houver mais dependência do Rio Batalha, cujo nível nesta segunda-feira (28) estava em 1,82 metro (o ideal para o abastecimento é de 3,20 metros).

Afirmou ainda estar trabalhando para que isso aconteça, mas acrescentou que deu deserta (sem interessados) a licitação de dois poços. Em um terceiro, a vazão não foi suficiente.

De acordo com ele, esta gestão já reduziu a dependência do Batalha, que passou de 35% para 22% dos munícipes. A meta é chegar aos 10%. Explicou ainda que o investimento para aumentar a reservação na lagoa não resolve o problema, pois a água não chega. Algumas nascentes, inclusive, secaram. Ainda assim, o DAE tentar contratar uma empresa para fazer o serviço de desassoreamento do rio, mas a autarquia tem enfrentado dificuldades para levantar preços.

Saraiva voltou a destacar os investimentos do DAE em bombas para poços e a expectativa de chuvas para hoje e os próximos dias, previsão confirmada pelos radares do IPMet.

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