Venho à público, com a alma doída, agradecer os médicos que tão diligentemente curaram minha amada Mãe, desde 2006, que só perderam para implacável figura da morte no dia 10/11 deste ano. Os profissionais do Hospital Estadual de Bauru e Região, com um tratamento de ponta, protagonizado pelo oncologista doutor Paulo Eduardo de Souza e sua equipe, que fez a minha heroína sorrir e chorar de júbilo, enquanto eu observava os olhares dos dois, marejados. E o ilustre doutor Pedro Tobias sempre consultava minha mãe, porque ela queria a presença dele por perto. Um ano depois, aconteceu o encontro com o médico ortopedista de nomeada, doutor Antônio Carlos Good Mendes, depois de uma semana ele de surpresa, veio ver como ela estava em casa. O doutor Cristiano Brosco, cardiologista, sempre acompanhava o coraçãozinho assustado dela.
E nos intervalos de cada tratamento sempre uma consulta com o doutor Raul Alberto Videla, já com um carrinho de rodas.
Quando eu senti e soube que deveria me adaptar ao novo formato de mãe e as suas restrições.
De repente, vivendo nos meses serenos a Herpes Zoster chegou! Que dores terríveis ela sentia. Precisou ser internada por 21 dias no Hospital Beneficência Portuguesa com seu salvador, doutor Álvaro Bertucci, que todos os dias visitava a UTI e depois continuou quando ela foi para o quarto.
Muito debilitada, mas com vontade de viver com a família e também prestigiar os bingos da cidade, tinha direito, pois nasceu trabalhando no serviço pesado no Sítio de nossas vidas Água do Paiol. No tempo das jardineiras!
Com a minha mãe aprendi como se deve cuidar dos idosos depressivos e muito doentes.
Preciso ressaltar com grande gratidão as consultas da doutora Marli Caprioli Rosa Faria.
Antes do último sopro de vida, eu sabia que ela morreria nos meus braços e ocorreu na primeira hora, quando fui dar "Bom dia" e as primeiras medicações de uma série. Ela não emitiu nenhum som. Abri a janela e vi que ela não estava mais lá. Fiz massagem cardíaca, como assisti médicos fazerem. Tranquei a porta do quarto e até então, em silêncio. Liguei para o doutor Raul Alberto Videla, mas aos prantos. Vinte minutos depois, doutor Raul chegava e eu o levei até o quarto dela e o óbito foi confirmado!
Em seguida, chamei Maria Lúcia Mello e iniciamos um processo de higienização natural até a chegada da Funerária para levá-la de mim para todo sempre! Sem esses médicos salva-vidas, ela não seria a mais longeva dos "Miziaras", vindos do Líbano.
Ah! Coitada de mim. Não nos despedimos.
A presença dela acamada machucava ambas, enquanto permanecia serena e sentia a luta para levantar-se. Viveu mais que a inesquecível matriarca da Venda da Dona Salma. A melhor vó do mundo para mim. Ressalto a minha intensa gratidão aos familiares, aos amigos, colegas de trabalho e vizinhos. Agradecimentos especiais ao professor e jornalista doutor Zarcillo Barbosa, que no momento que eu não conseguia escrever, ele cuidou da redação de falecimento.
Ao Jornal da Cidade, através do jornalista João Jabbour, que prestou sua homenagem, oferecendo suas páginas para história de mamãe.
Gratidão!