Cala-te!

Por Maurício José Magnani |
| Tempo de leitura: 2 min

O ditado é antigo e não deixa dúvidas: "Quem cala, consente"! Mas, pior que isso é quando ao invés de se calar o sujeito ainda lhe proíbe de questionar sobre certo assunto. Lembro-me de ter conhecido um senhor que estava envolvido com algumas atividades que o tornavam um sujeito suspeito aos olhos da sociedade. Carros, viagens, roupas, etc, tudo um pouco, para não dizer muito além de sua capacidade financeira. Os tempos eram outros e a tecnologia estava muito distante do que é hoje! Minha amizade com seu filho uma vez me levou a perguntar-lhe: - De onde seu pai arranja tanto dinheiro?! A resposta foi simples e direta, além de encabulada: - Não sei! Aquele não sei me pareceu muito estranho, mais próximo a um - Não posso falar sobre isso!

Mas o tempo é implacável e um outro dito, dessa vez bíblico, me vem à cabeça: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Hoje sei o sentido da palavra "libertará". Libertará nesse contexto não significa tornar-lhe livre e sim libertar-lhe da "ignorância". Ignorância de certa forma é uma prisão, é a falta de conhecimento ou, pelo menos, falta de algumas informações que complementam um fato para torná-lo compreensível e compatível com a verdade. Não podemos entender algo obscuro, incompleto, ou ainda, meias verdades (que por meu ver são pior que mentiras). A mentira é comprovável e fácil de detectar. Já as meias verdades lhe trazem uma falsa ideia sobre o assunto ou fato.

A distorção de dados ou informações gera uma verdade conveniente a aqueles que praticam esse ato. Muitas autoridades e poderosos distorcem a informação a fim de criar uma verdade com o intuito de manterem-se no poder ou, ainda, com a intenção de tomá-lo! Quando lhes é solicitado maiores "esclarecimentos" sobre essas informações ou fonte delas, acuados e sem saída utilizam-se de seu poder com o mais espúrio dos argumentos (ou fata deles): - Cala-te!

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