FEMINICÍDIO

Jaú completa 2 anos sem registrar casos de feminicídio

Por Marcele Tonelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Marcello Casal/Agência Brasil
O dado foi anunciado pela Prefeitura de Jaú em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (24)
O dado foi anunciado pela Prefeitura de Jaú em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (24)

Jaú - Contrariando indicadores de vários municípios, que registraram aumento dos crimes de feminicídio durante a pandemia, Jaú (37 quilômetros de Bauru) tem se transformado em referência quando o assunto é proteção de mulheres. Isso porque a cidade completou dois anos sem registrar um único caso de feminicídio, ou seja, quando a vítima é morta em razão de seu gênero, por ser mulher.

O dado foi anunciado pela Prefeitura de Jaú em coletiva de imprensa, transmitida por live nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (24). No encontro, que contou com a presença do vereador Bill Luchesi, procurador especial da mulher na Câmara de Jaú e do capitão da Polícia Militar, André Antunes, a secretária de Políticas Públicas Para Mulheres de Jaú, Cândida Ferreira, exaltou a realidade em Jaú diante da situação no Brasil e no Estado.

"Somos o quinto País que mais mata mulheres. Só em São Paulo tivemos 124 feminicídios, sendo 71 no Interior. E, graças às políticas públicas implantadas no município, à articulação da rede e à participação de cada um dos órgãos que agem de maneira a efetivar a Lei Maria da Penha, podemos dizer que hoje celebramos 2 anos sem feminicídios em Jaú, sem morte de mulheres e de crianças sem mães. A Lei tem sido efetivada de forma plena, tanto na prevenção quanto no combate à violência contra mulher", ressalta a secretária.

REDE DE PROTEÇÃO

Hoje, as mulheres identificadas com risco de morte em Jaú, são acolhidas em hotéis e recebem apoio técnico imediato, além de alimentação completa.

"Jaú foi a primeira cidade do Brasil a implantar pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o formulário de risco. Por ele, desde o ano passado, conseguimos identificar de imediato o grau de risco que a mulher tem ao ficar no cenário da violência. Trata-se de um documento enviado anexo ao BO, onde os magistrados conseguem perceber o risco e embasar todas as providências, tanto de acolhimento quanto de uma possível prisão do agressor", pontua Cândida Ferreira.

Outra medida que tem feito a diferença é o atendimento humanizado, prestado por policiais nesses tios de ocorrência. "De janeiro a novembro de 2021, Jaú totalizou 165 atendimentos de ocorrências via 190 da PM. E, no mesmo período de 2022, o número de chamados atendidos foi de 227. Esse aumento significa que a mulher tem tido amparo e confia na rede", reforça o capitão Antunes.

CAMPANHA

Durante a live, a Campanha de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulheres foi lançada. Serão 25 dias de ações que terão divulgação em breve pela Prefeitura de Jaú.

Cândida Ferreira que um dos pontos altos na programação ocorrerá em 1 de dezembro, quando uma noite ecumênica pelo marco dos 2 anos sem feminicídio na cidade será realizada. "A ideia é que todas as igrejas celebrem ao mesmo tempo uma oração, ação de graças pelo fim da violência", comenta a secretária.

Também destaque na programação, Jaú receberá em 7 de dezembro um encontro regional de Conselheiros Tutelares, que abordará a vida dos filhos de mulheres em situação de violência.

Anúncio foi feito pela secretária de Políticas Públicas Para Mulheres de Jaú, Cândida Ferreira, em live que contou com a presença do vereador Bill Luchesi e do capitão da PM, André Antunes  (crédito: Facebook/Divulgação)
Anúncio foi feito pela secretária de Políticas Públicas Para Mulheres de Jaú, Cândida Ferreira, em live que contou com a presença do vereador Bill Luchesi e do capitão da PM, André Antunes (crédito: Facebook/Divulgação)

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