FUNDAÇÃO

Adolescente de 17 anos cria fundação para ajudar entidades do município

Por Tânia Morbi | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Pessoal
Manuella Volpon Trípodi conta que história do pai a inspirou
Manuella Volpon Trípodi conta que história do pai a inspirou

A vontade de ajudar o próximo não tem idade para despertar. Com 17 anos, a bauruense Manuella Volpon Trípodi sentou na frente do computador e, por meio das redes sociais, criou uma fundação para auxiliar instituições e entidades assistenciais da cidade. Além do próprio benefício social em si, a iniciativa também colabora para romper com o estereótipo de descompromisso atribuído à adolescência.

Manuella relata que sempre sentiu vontade de fazer algo para ajudar pessoas e famílias em vulnerabilidade que contam, muitas vezes, apenas com o amparo de entidades. Diante desse anseio, em determinado momento, pediu auxílio aos pais e mandou uma mensagem no grupo de Whatsapp da família explicando o que gostaria de fazer, conseguindo o apoio de todos.

Foi o bastante para nascer a Fundação Consolato Trípodi, que tem arrecadado mantimentos e repassado a entidades de Bauru. "Minha família é assim, sempre estivemos próximos. E, nas reuniões com parentes, eu sempre disse que gostaria de fazer algo deste tipo, de ajudar as pessoas", explica.

BENEFICIADOS

A primeira entidade beneficiada foi a Unidos Para o Bem. Com apoio da fundação, foram entregues, em outubro, kits de doces a crianças de regiões periféricas de Bauru.

Já neste domingo (20), alimentos arrecadados pela fundação serão doados ao Centro Espírita Irmã Catarina (Ceic), que montará cestas básicas para entregar aos seus assistidos.

EXEMPLO PATERNO

Manuella conta que o pai, Vitor Bruno Trípodi, é o exemplo para essa consciência social. Na infância, ele e os tios da garota tiveram que superar a morte do avô dela e buscar melhorar a vida da família. "A fundação, inclusive, leva o nome do meu avô. Ele faleceu e deixou quatro filhos. O caçula era meu pai e tinha oito anos. A partir dali, ele e os irmãos tiveram que se virar. Então, a gente gosta muito de estar perto disso, de poder ajudar da maneira que der. Eu sempre tive essa consciência. Fui criada assim", diz.

A adolescente complementa que a iniciativa de pensar no coletivo é natural - nascendo com cada um -, mas que a história de superação do pai a inspirou. "Eu tenho os pensamentos que tenho por conta da minha família. Tenho certeza que eles me deram a base que possuo hoje", pontua.

Em 2023, além de manter a fundação ativa e ajudando cada vez mais pessoas, estão nos planos de Manuella se preparar para o curso de Psicologia, que ela pretende ingressar em 2024.

SERVIÇO

Para conhecer mais sobre a Fundação Consolato Trípodi e saber onde são os pontos de entrega de doações, acesse os perfis do projeto no Instagram (@fundação.consolato) e no Facebook (http://www.facebook.com/fundacao.consolato).

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