ÁGUA EM BAURU

DAE investiga focos de problemas em bombas, diz presidente da autarquia

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Pedro Romualdo
Marcos Saraiva, atual presidente do DAE, garantiu ontem, aos vereadores, que projetos para novos poços estão encaminhados
Marcos Saraiva, atual presidente do DAE, garantiu ontem, aos vereadores, que projetos para novos poços estão encaminhados

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru analisa as razões pelas quais parte das bombas de poços do município tem queimado com uma frequência maior do que o esperado.

Segundo o presidente da autarquia, Marcos Saraiva, há cinco pontos da cidade que estão no foco do departamento. São as bombas localizadas nos bairros Val de Palmas, Infante Dom Henrique, Vila Santa Cândida, além daquelas que estão na Praça Portugal e no Posto Caic.

"A pane nas bombas de água não é um problema restrito a Bauru. São objetos eletromecânicos, acabam queimando. O problema está nas bombas que queimam com maior frequência", afirma Saraiva.

O alerta de que algo pode estar errado, diz o presidente, é acendido quando uma determinada bomba de captação tem problema mesmo após receber manutenção. "As causas podem ser várias, como oscilação de energia e superaquecimento", explica.

Uma análise mais aprofundada do caso será divulgada em breve no relatório final da investigação do DAE, que não tem data para ser entregue. "Dependemos de informações externas para concluir o estudo. Muitas delas ainda não chegaram", aponta Saraiva.

A autarquia aguarda, por exemplo, um relatório da CPFL que aponte a oscilação de energia nos pontos considerados sensíveis. E também informações sobre as bombas, que foram requisitadas aos fabricantes do equipamento.

NÚMEROS

Panes nas bombas são problemas recorrentes nos municípios. Mas o impasse pode ser contornado quando há um número razoável de poços em atividade. Em Ribeirão Preto, por exemplo, há problemas diários nos equipamentos - a cidade, porém, possui mais de 100 fontes de captação.

Em Bauru, garante Marcos Saraiva, a expectativa é aumentar os poços para amenizar a falta d'água. "Estamos fazendo dois [poços]. E projetamos outros três para o ano que vem", destaca.

Ele refuta a ideia de que a rede de distribuição do município cause uma perda substancial de água. "A perda total do DAE girava em torno de 50%. Mas este cálculo incluía a lavagem de filtros subterrâneos, por exemplo, o que aumenta em muito o resultado final de perda", pontua.

Saraiva admite, porém, que os chamados "gatos" - ligações clandestinas - ainda prejudicam o município. "Há muitos deles em Bauru", diz. A autarquia está trabalhando para identificar os locais onde há extensões ilegais e, segundo o presidente, vai tomar as devidas providências.

SEM AULAS

Na Vila Santa Cândida, cuja bomba de captação queimou há poucos dias, alunos da Escola Estadual Durval Guedes de Azevedo chegaram a ser dispensados pela falta d'água no bairro. O colégio trabalhou normalmente durante a manhã de ontem (16), até que o reservatório se esgotasse.

A escola acionou o DAE e esperava um caminhão-pipa até as 11h. Como o veículo não chegou, os alunos foram dispensados e retomam as atividades na manhã de hoje (17), segundo o Governo Estadual.

MANOBRA

Enquanto não há um número suficiente de poços de captação, bairros de Bauru seguem sendo afetados por manobras do DAE que desviam a distribuição de um bairro para atender outro, que também enfrenta falta d'água.

Isso aconteceu nesta quarta-feira, quando a produção do poço Nações foi desviada para atender os bairros afetados pela pane na bomba de captação do bairro Infante Dom Henrique, deixando o centro do município com abastecimento deficitário.

O equipamento queimado no Infante Dom Henrique foi substituído no final da tarde de ontem, mas a normalização da distribuição de água no centro seria entregue apenas na madrugada desta quinta.

Uma alternativa rápida às bombas queimadas é a construção de reservatórios de água no município. Um deles, na Vila Dutra, está no estágio final das obras e deve ser entregue até 20 de dezembro, diz o presidente do DAE. Outro, superficial e também na Dutra, será objeto de licitação nas próximas semanas.

SEGURANÇA

Saraiva também avalia que as câmeras de segurança a serem instaladas nos pontos de captação e distribuição de água vão reduzir o número de furtos de equipamentos ou atos de vandalismo nos locais. Dos 80 pontos, diz o presidente, as câmeras já estão implementadas em 35.

A orientação ao munícipe que for afetado com falta d'água é telefonar imediatamente ao DAE para que receba um caminhão-pipa e abasteça seu reservatório.

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