ABASTECIMENTO

Em onze dias sem chuvas, nível do Batalha cai 36 cm

Por Bruno Freitas - Atualizada às 6h40 | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Malavolta Jr./JC Imagens
De acordo com o DAE, a produção na captação de água do Rio Batalha está mantida em 380 litros por segundo
De acordo com o DAE, a produção na captação de água do Rio Batalha está mantida em 380 litros por segundo

Não chove em Bauru há 11 dias, tempo suficiente para o nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha cair 36 centímetros. Segundo o site do DAE, na noite desta quinta-feira (10), a régua instalada no manancial, que abastece cerca de 22% da população da cidade, marcava 2,84 metros, quando o ideal são 3,20 metros. Mesmo assim, a autarquia descarta rodízio, até porque deve chover neste final de semana, de acordo com previsão do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) da Unesp.

Desde segunda-feira (7), os dias têm sido marcados por temperaturas mais altas, uma vez que a massa de ar frio e seco que atuava sobre o Estado de São Paulo foi perdendo intensidade.

Porém, entre esta sexta-feira (11) e domingo (13), os radares detectam a intensificação de um sistema de baixa pressão no continente e a aproximação de uma nova frente fria, com previsão de aumento da nebulosidade com chuvas e trovoadas, por vezes com intensidade forte, principalmente hoje.

SEM RODÍZIO

Por conta da previsão, o rodízio no abastecimento está descartado, segundo o DAE. De acordo com a assessoria de imprensa da autarquia, a produção na captação de água do Rio Batalha está mantida em 380 litros por segundo.

Ainda assim, o órgão solicita à população que se evite ao máximo desperdícios, especialmente na região abastecida pelo manancial, que engloba bairros como Jardim Ouro Verde, Jardim Ferraz, Independência, Vila Falcão, Industrial, Vila Giunta, Vila Pacífico, Alto Paraíso, Vila Dutra, Altos da Cidade e Centro.

DEPENDÊNCIA

Atualmente, moradores que dependem do Batalha representam 22% da população de Bauru - antes, eram cerca de 40%. "A autarquia salienta que, com o planejamento adotado pela atual gestão, observando as diretrizes do Plano Diretor de Águas, e com a execução de obras como a abertura de novos poços e interligação de adutoras para abastecer bairros que dependiam do Sistema Batalha/ETA, a utilização caiu", informa o DAE, em nota enviada pela assessoria de imprensa.

No comunicado, o presidente da autarquia, Marcos Saraiva, acrescenta que as medidas adotadas desde o ano passado, como as previstas no Plano de Contingência de Estiagem, propiciaram melhores condições para enfrentar o período de seca. "A equipe técnica do DAE está trabalhando em várias frentes para minimizar os efeitos da estiagem, desde a execução de planos para recuperação das margens de todo o rio que estão degradadas até a construção de novas unidades de produção e reservação para diminuir a dependência do Rio Batalha a médio prazo", finaliza.

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