Os manifestantes que protestam em Bauru desde a divulgação do resultado das eleições, que definiram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) presidente da República, planejam permanecer em vigília em frente à 6ª Circunscrição de Serviço Militar (CSM) de Bauru até que recebam confirmações da legalidade do pleito eleitoral.
O grupo, que se reveza diariamente no local desde o dia 2 de novembro, quando foi liberada a rodovia Marechal Rondon, que permaneceu obstruída por apoiadores desde o final da eleição, no dia 30 de outubro, questiona os resultados das urnas, defende que foram cometidas fraudes nas eleições e pede a interferência do Exército para que sejam apresentadas provas da legalidade do processo, recontados os votos ou realizada nova eleição.
O presidente do Instituto Direita Bauru, Renato Tavares, defendeu que existiriam diversas provas da ilegalidade do processo eleitoral acessíveis nas redes sociais. "Em caso havendo, como há indícios de provas irrefutáveis, que se dê uma transparência e se faça justiça, de uma forma ou de outra", afirmou.
Renato disse que não há previsão para que deixem o local, e que um rodízio entre os participantes está assegurando a participação mínima de apoiadores. Aos sábados, domingos e em feriados, e também após as 18h ele informa que a quantidade de pessoas tende a aumentar.
Mas, segundo ele, uma das possibilidades de que os manifestantes saiam das ruas é a comunicação oficial das Forças Armadas ou do próprio presidente Bolsonaro sobre apurações que estariam ocorrendo quanto ao processo eleitoral. "O momento é de expectativa sobre as decisões a serem repassadas. Se houver uma apuração e ficar provado que não houve fraude, o que até o momento se tem como evidente, a tendência é esfriar (o movimento). A princípio, até que se prove o contrário, houve fraude", afirmou. Renato garante que a manifestação é popular, sem liderança definida e pautada pela indignação pelo resultado das eleições. "Essa é uma manifestação de indignação geral daqueles que se sentem lesados por tudo o que tem sido apurado", assegurou.
De acordo com ele, o grupo de Bauru se atualiza sobre o que ocorre em outros pontos do país, onde também há manifestações contra a eleição do novo presidente e pelo receio de que o Brasil se torne uma ditadura comunista. "Na verdade, estamos pedindo um S.O.S. para as Forças Armadas para que salvem o Brasil daquilo que a gente imagina que vai ser uma catástrofe comunista", defendeu.