A morte da rainha Elizabeth II, apesar da distância de nossas realidades, mas que, como toda celebridade, mexeu com nossas memórias e sentimentos de ternura e comoção.
Para quem acompanha a série The Crown (Netflix, 5ª temporada chegando), viu que nem sempre ela decidia pela própria vida, mas pelo bem-estar do Reino Unido e da Commonwealth. A Coroa estava acima de tudo e de todos.
Sem entrar nos méritos e desméritos do imperialismo britânico, que muito subjugou países a seu bel prazer econômico, a admiração pela tradição britânica, cultura seja na arte, música clássica ou no rock do The Queen, The Beatles, Sir Elton John, Pet Shop, Rod Stewart, The Clash, Culture Club, The Smiths,George Michael, Adele, Sam Smith, Spice..., sem falar no futebol bretão e mais recentemente pela passagem rápida de lady Diana Spencer, a princesa de Gales que com sua beleza, elegância e empatia mundial, nos fez próximos dessa histórica família regada a casamentos belíssimos, escândalos, nessa ilha do hemisfério norte que muito influencia o mundo há séculos.
Posso dizer que fisicamente estive muito "próximo" da rainha Elizabeth em 2 momentos: na sua passagem por São Paulo, em novembro 1968, quando inaugurou o MASP, eu estava com 7 meses de vida e morava no bairro do Ferreira, na capital (11 km). A segunda vez, quando estive na França (Paris), em agosto de 1997, apenas o canal da Mancha nos separava (cerca de 470 km) e também próximo de Lady Diana, que passava férias com o namorado Dody em Ibiza (Espanha) e dali uma semana estaria no Ritz de Paris, onde morreria em acidente no túnel D'Alma, aos 37 anos, numa outra comoção mundial.
A terceira e última proximidade da rainha foi ao receber uma carta com selo do Palácio de Buckingham de sua secretaria pessoal (Lady-in Waiting, Jenifer Gordon Lennox) com gentis palavras agradecendo as felicitações pelo longo reinado e admiração pela sua pessoa e pelo Reino Unido. Carta essa que guardo com carinho dessa senhora que trabalhou até os 96 anos representando a força de uma nação, a figura de uma mulher, filha, mãe, avó, bisavó, sogra, esposa, o respeito às instituições, à Ciência, às Artes, à Tradição, à Humanidade.
Que seu exemplo de resiliência, mesmo diante das adversidades da vida, permaneça nos inspirando como a beleza das músicas dos Beatles e tanta coisa bela que o seu amado Reino Unido nos presenteou e ainda a de oferecer.
RIP, Rest In Peace Madam!