NO CENTRO POP

Após relatos até de tráfico no Centro Pop, prefeitura promete polícia no local

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Marcele Tonelli/JC Imagens
Localizado na Nuno, o Centro Pop tem vivido dias sombrios, diante da sensação de insegurança
Localizado na Nuno, o Centro Pop tem vivido dias sombrios, diante da sensação de insegurança

Serviço fundamental de acolhimento a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social em Bauru, o Centro Pop, localizado na quadra 10 da av. Nuno de Assis, tem vivido dias sombrios, diante da grande sensação de insegurança. Para se ter ideia, há relatos de pessoas armadas e até de tráfico de drogas no local. A situação é tão crítica que os oito funcionários anunciaram que não iriam trabalhar nesta quinta-feira (3). Em resposta, a prefeitura prometeu que o lugar terá, a partir de hoje (4), a presença de policiais militares por meio de atividade delegada todas as manhãs - considerado o horário mais complicado.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) afirma que, caso essa promessa do Executivo não seja cumprida, os funcionários paralisarão efetivamente suas atividades.

Advogado da entidade, José Francisco Martins narra que, de acordo com os servidores, recentemente, pessoas estranhas ao serviço estariam se aproveitando principalmente do momento em que é servido o café da manhã aos atendidos - quando há grande movimentação no local -, para vender entorpecentes e até cobrar dívidas de drogas. "E essas pessoas intimidam, inclusive, os próprios servidores, porque andam armadas", detalha.

Ainda segundo o advogado, o problema foi noticiado à prefeitura várias vezes, porém, nenhuma providência efetiva para garantir a integridade dos funcionários foi adotada. "Então, tomamos essa medida extrema de orientar os servidores a não irem ao trabalho [no Centro Pop] hoje (ontem) e comparecerem, no horário da jornada, lá na sede da Sebes", relata.

REUNIÃO

Por conseguinte, houve uma reunião pela manhã envolvendo os servidores; representantes do Sinserm; a Polícia Militar (PM); a titular da Sebes, Ana Sales, e o chefe de Gabinete Rafael Lima.

Segundo Martins, durante o encontro, foi acertado que policiais em atividade delegada ficarão no Centro Pop, todos os dias, das 8h30 às 11h - período considerado mais crítico pelos funcionários.

"Se não for cumprido, nós vamos orientar os servidores a não irem ao trabalho novamente. Não podemos permitir, enquanto entidade de representação de classe, que eles trabalhem com risco à integridade ou falta de segurança", complementa o advogado.

OUTRAS MEDIDAS

Em nota, a Prefeitura de Bauru, por meio da Sebes, informou que, na manhã desta quinta-feira (3), outros servidores foram remanejados para atuar no Centro Pop e, assim, o atendimento no local não teria sido prejudicado.

Além disso, o Executivo afirmou que atendeu ao pedido sobre o horário de permanência da atividade delegada no serviço, além de destacar outras medidas de segurança. "O local ainda conta com a atuação permanente de vigias da prefeitura, bem como com o serviço de ronda da equipe de vigilância. A instalação de câmeras de monitoramento está sendo providenciada neste e em outros prédios municipais", complementou.

Já a Polícia Militar, também por meio de nota, disse que "diuturnamente é realizado patrulhamento preventivo e ostensivo pelas viaturas designadas para o setor, bem como ponto de estacionamento no local por equipes da atividade delegada, no período da manhã".

José Francisco Martins, do Sinserm: “Não podemos permitir que os servidores trabalhem com risco à integridade” (crédito: Vinicius Bomfim/JC Imagens)
José Francisco Martins, do Sinserm: “Não podemos permitir que os servidores trabalhem com risco à integridade” (crédito: Vinicius Bomfim/JC Imagens)

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