DIA DE FINADOS

Finados é marcado por homenagens e saudade em Bauru

Por Marcele Tonelli e Vitor Oshiro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Marcele Tonelli
Como faz há décadas, Milton Baldo prestou suas homenagens ontem, no Cemitério da Saudade
Como faz há décadas, Milton Baldo prestou suas homenagens ontem, no Cemitério da Saudade

Quem já perdeu um ente querido - seja um familiar, um amigo ou qualquer pessoa por quem nutria grande carinho - sabe que a lembrança é, de mãos dadas com a saudade, quase que diária. Porém, esses sentimentos ficam ainda mais fortes em 2 de novembro, Dia de Finados, data destinada a homenagear aqueles que já não estão entre nós. Nesta quarta-feira (2), mais uma vez, milhares compareceram aos cemitérios de Bauru.

As oito necrópoles da cidade, sendo cinco públicas e três privadas, prepararam uma programação especial para receber os visitantes. Fora o horário estendido a fim de acolher o público maior, os cemitérios tiveram reforço estrutural, central de informações e vendas de flores, além de missas campais e outras celebrações especiais em algumas unidades.

'OLHEM POR NÓS'

Quem não deixou de prestar suas homenagens, como faz há mais de cinco décadas, foi Milton Baldo, de 70 anos. O morador do Jardim Ouro Verde foi até o Cemitério da Saudade ontem. No local, ele, que é espírita, deixou flores e também orações nos jazigos da mãe, da tia, da avó e de um grande amigo.

"É um dia em que eu acordo agitado e só fico mais tranquilo depois de vir ao cemitério e rezar. Peço paz não só pelos que já partiram, mas pelos que estão vivos. Meu pedido é para que eles olhem por nós", pontua Baldo.

PELA FILHA

Moradora do Jardim Europa, a família Ribeiro também esteve no Cemitério da Saudade para demonstrar que o sentimento que batiza a necrópole passou a ser algo diário entre os seus.

O casal, formado pelo médico Flávio Ribeiro e a dentista Gabriela Ribeiro, conta que não tinha o costume de frequentar o local, o que mudou após a perda de uma filha, ainda neste ano, aos oito meses de gestação. "Viemos rezar e prestar nossa homenagem para a nossa filha que se foi, a Fiorella", cita Flávio.

"O corpo não está em Bauru, mas vamos rezar aqui no Cruzeiro. É importante e simbólico não só para nós, mas também para minha outra filha", acrescenta Gabriela, olhando para Catarina, de 5 anos, que acompanhou os pais ontem.

Flávio e Gabriela Ribeiro foram até o cemitério rezar por Fiorella, que morreu aos oito meses de gestação; eles também fizeram questão de levar a filha Catarina, de 5 anos (crédito: Marcele Tonelli)
Flávio e Gabriela Ribeiro foram até o cemitério rezar por Fiorella, que morreu aos oito meses de gestação; eles também fizeram questão de levar a filha Catarina, de 5 anos (crédito: Marcele Tonelli)

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