O resultado do segundo turno em São Paulo e no Brasil pode indicar caminhos para a eleição de 2024 em Bauru, quando a cidade volta a escolher prefeito e vereadores. O momento político do País, por mais que possa não parecer agora, pode "convergir" com as futuras decisões municipais.
Foi assim, por exemplo, em 2004, dois anos depois de o ex-presidente Lula (PT) ser eleito pela primeira vez em 2002. Na ocasião, Bauru elegeu o pedetista Tuga Angerami para a prefeitura, uma personalidade historicamente alinhada à esquerda.
Fenômeno semelhante ocorreu em 2020, um biênio após a eleição de Jair Bolsonaro (PL), quando o município sufragou Suéllen Rosim (PSC), na época filiada ao Patriota, para um mandato de quatro anos.
A eleição de prefeitos com ideologias semelhantes às dos presidentes - progressista em 2004 e conservadora em 2020 - não é uma regra eleitoral às cidades. Porém, não deixa de ser um retrato do ambiente político vigente no País.
Há variáveis que podem refletir sobre este cálculo. Uma delas é o perfil conservador do eleitorado bauruense, que só deu vitória para Lula uma única vez, em 2002, tendo optado pelos adversários tucanos nos anos seguintes e por Bolsonaro em 2018.
ESTRATÉGIAS
O resultado das urnas deste domingo (30), entretanto, deve servir como base aos partidos políticos locais e indicar quais são os obstáculos para, a partir de agora, serem traçadas estratégias rumo às eleições municipais.