A friaca prevista para atingir o Sul do Brasil, na próxima segunda-feira (31), tende a impactar o Centro paulista e derrubar as temperaturas também em Bauru, segundo o Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet). Por aqui, a frente fria será suficiente para fazer com que os termômetros marquem mínima inferior aos 10 graus. Já a máxima deve atingir 20 graus - bem inferior aos 33 graus desta quarta-feira (26).
O tempo começa a mudar, ainda segundo o IPMet, nesta sexta-feira (28), quando os aparelhos preveem aumento da nebulosidade e chuvas. Para sábado (29) e domingo (30), a expectativa é de céu nublado, com áreas de chuvas e trovoadas isoladas em varias regiões paulistas, principalmente no período da tarde.
De acordo com o Instituto, ainda não é possível “esticar” a previsão para terça-feira (2), mas nesta segunda (31) a tendência é de que os bauruenses, além de sacarem guarda-chuva, voltem a tirar os casacos do armário.
“É atípico pelo fato de estarmos na primavera, uma estação quente. A queda de temperatura na segunda-feira não será brusca”, explica a meteorologista do IPMet Zildene Pedrosa de Oliveira. Isso porque, de acordo com ela, os termômetros vão apontar redução gradativa. “Geralmente esse tipo de frente fria vem do hemisfério Sul do planeta, mas desta vez ela tem origem no próprio continente”, acrescenta ela.
NO SUL
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul a frente fria será mais intensa, já a partir desta quarta-feira (26), conforme apontoam diversos outros institutos brasileiros de meteorologia, entre eles o Climatempo.
De acordo com especialistas, existe até previsão de neve em algumas regiões do Sul do País. A Defesa Civil destas localidades pede atenção com relação a possíveis vendavais, quedas de granizo e acumulados de chuva pontualmente elevados.
Segundo o Climatempo, o frio mais intenso está previsto para o dia 2 de novembro. Caso a previsão esteja correta, será a primeira vez na história em que há o registro de neve no Brasil durante o mês de novembro. O instituto informa que esta ocorrência está relacionada ao La Niña. O fenômeno atua pelo terceiro ano consecutivo e contribui para a ocorrência de frios tardios no País.