PROTESTO

Após mais de dez furtos em série em escola estadual, alunos fazem protesto

Por | da Redação
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Divulgação
Com cartazes, estudantes da Escola Estadual Vereador Antonio Ferreira de Menezes, no Jd. Petrópolis, protestaram nesta terça
Com cartazes, estudantes da Escola Estadual Vereador Antonio Ferreira de Menezes, no Jd. Petrópolis, protestaram nesta terça

Alunos do ensino médio da Escola Estadual Vereador Antonio Ferreira de Menezes, localizada no Jardim Petrópolis, em Bauru, fizeram um protesto, na manhã desta terça-feira (25), por conta da onda de furtos e invasões registrada na unidade. Apenas neste ano, foram cerca de 12 ocorrências, segundo informaram professores da instituição, que preferiram não se identificar.

A última aconteceu no último fim de semana, quando cabos de energia elétrica e um computador da secretaria foram retirados do imóvel. Por conta do problema, mais uma vez, as salas de aula ficaram no escuro e o acesso à Internet foi interrompido.

"Diante desta situação, a gente leva os alunos para o pátio, refeitório ou uma sala que esteja recebendo um pouco mais de luz solar, para eles não ficarem sem os conteúdos. Mas, na parte da tarde, as aulas seguem até 18h35, quando já está escurecendo. Fica difícil desenvolver os trabalhos", analisa um docente.

De acordo com os professores, o problema dificulta o desenvolvimento das aulas e, por consequência, impacta diretamente o processo de aprendizagem. Segundo relatos dos profissionais, assim como ocorreu neste fim de semana, na maior parte dos casos, os criminosos furtam a fiação elétrica.

"O forro é de madeira. Eles entram pelo telhado e puxam os fios. Já foram colocados alarme, câmeras, cerca elétrica, concertina, mas nada resolve o problema. Até 2015, a escola contava com vigilantes de uma empresa terceirizada e, na época, ninguém invadia", acrescenta.

Na maior ocorrência registrada neste ano, seis televisores com moldura interativa (touch screen), que estavam instalados nas classes, também foram levados. Até mesmo a fiação do bebedouro é subtraída sempre que reposta, comenta um professor.

Diante do contexto, na tarde desta segunda-feira (24), depois que o novo furto foi descoberto, os alunos confeccionaram cartazes com dizeres como 'Ferreira na UTI"; "Defender a escola pública para construir nossos sonhos"; e "Educação não é gasto, é investimento". Eles foram usados no ato desta terça e, depois, afixados na frente da instituição de ensino.

MEDIDAS

Por meio de nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou o novo caso de furto e adiantou que uma reunião do Conselho da Escola e demais interessados da comunidade escolar será convocada a fim de pedir que todos contribuam para zelar pela instituição de ensino. "A Diretoria de Ensino de Bauru está em contato com o Comando da Polícia Militar, a Ronda Escolar será intensificada na área da unidade, um boletim de ocorrência foi registrado e as aulas seguem", detalha.

Ainda de acordo com a pasta, mais de R$ 80 mil já foram investidos com os episódios de furto nesta escola e recursos estão sendo empenhados para reforçar a segurança do prédio. "Um engenheiro fará uma vistoria na escola para verificar quais outras providências poderão ser realizadas. O caso está sendo inserido no Placon, sistema do Programa Conviva, que tem como objetivo monitorar a rotina das escolas da rede estadual", completa.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que os casos envolvendo a instituição de ensino citada são investigados pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru.

"O policiamento ostensivo e preventivo foi reforçado nas proximidades da unidade escolar. Diligências estão em andamento para identificar a autoria dos crimes e esclarecer todas as circunstâncias dos fatos. Além disso, periodicamente, as polícias Civil e Militar, em conjunto com os órgãos municipais, realizam fiscalizações em estabelecimentos de compra e venda de sucatas e ferros-velhos na cidade para localizar receptadores de materiais roubados ou furtados", encerra.

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