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Homicídio

Redação
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Lavrador mata irmão à faca em Gália

Lavrador mata irmão a faca em Gália

Sem um forte motivo aparente para o crime, a polícia trabalha com a hipótese do acusado ser portador de algum tipo de debilidade mental

Gália - O lavrador Roberto Prudêncio da Silva, 41 anos, morador na fazenda Penha, município de Gália foi morto com uma facada no peito, enquanto dormia, no último domingo. O acusado pelo crime é o irmão da vítima, João Prudêncio da Silva, 29 anos, que segundo o delegado de polícia do município, João Vicente Camacho Ferrairo, aparenta sinais de debilidade mental.

Pelo que a polícia apurou, o motivo do fratricídio

(irmão que mata irmão) não se originou de uma briga ou rixa entre os irmãos e sim decorrente de uma

'brincadeira' entre os dois na noite de sábado. Segundo o delegado, os dois 'jogavam conversa fora' quando em determinado momento Roberto teria dito, brincando, que a única maneira de João aparecer na TV seria se desse uma facada nele.

Após a conversa, eles teriam ido dormir, cada um em seu quarto. Na casa, moravam os dois mais a mãe deles, Marzília Prudência da Silva. A facada no peito de Roberto teria sido desferida por volta de 0h10 de domingo. O delegado apurou que João saiu do quarto, pegou uma faca de cozinha, foi até o quarto onde Roberto dormia, efetuou o golpe e voltou para seu quarto dormir.

A agressão só foi descoberta alguns minutos após quando a mãe deles percebeu ruídos estranhos no quarto, provavelmente de Roberto que agonizava e foi checar. Ao encontrar o filho ferido ensanguentado, mas ainda com vida, ela pediu ajuda ao administrador da fazenda, que acionou então a polícia.

O delegado disse que quando chegou ao local, João estava dormindo, como se não tivesse noção da gravidade de seu ato. Roberto chegou a ser socorrido mas morreu a caminho do hospital. Ferrairo disse que o próprio João contou como tudo havia acontecido e foi então, levado de imediato para a Delegacia de Polícia onde foi autuado por homicídio. O acusado está preso na Cadeia Pública de Gália.

No inquérito aberto para apurar o homicídio, o delegado disse que já deve direcionar o caso para o fato de uma aparente debilidade mental por parte do acusado. Caberá então ao juiz da Comarca, ou advogado de defesa, solicitar ou não exames de sanidade mental para João.

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