Comunidade religiosa garante apoio na recuperação do "trem histórico"
Comunidade religiosa garante apoio na recuperação do "trem histórico"
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura informou, ontem, que a igreja "Comunicação e Missão Cristã", de Bauru, deverá viabilizar, através de patrocínio, as obras da primeira etapa de recuperação do trem histórico ferroviário da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), patrimônio pertencente
à Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), atualmente estacionado em um ramal secundário da Estação de Bauru, próximo do Museu Ferroviário Regional.
De acordo com a Assessoria, em reunião realizada anteontem, ficou acertado que a comunidade religiosa será mobilizada pelo pastor Abílio Pinheiro Chagas, um de seus líderes, para custear gastos com segurança, iluminação e serviços de limpeza no conjunto. Em parceria com a Prefeitura, deverá participar dos trabalhos de cobertura do trem, para protegê-lo contra a ação do tempo.
Estiveram presentes o diretor do espaço cultural, Gilson Aude; o secretário municipal de Cultura, Elson Reis; o pastor Abílio Chagas; o engenheiro chefe do escritório da Rede Ferroviária Federal em Bauru, Paulo Brittes; o engenheiro Marcos Wanderley Ferreira, da RFFSA; o professor Fábio Pallotta, que está articulando a fundação da Associação dos Amigos dos Museus; e Maria Cândida Cano de Andrade, esposa do vereador José Eduardo Ávila, que organizou o encontro.
De acordo com a Assessoria, as providências começam a ser colocadas em prática nos próximos dias. No caso da cobertura do trem, as obras serão solicitadas junto à Prefeitura. A Rede Ferroviária Federal se comprometeu a fornecer o material. No final do mês, uma nova reunião deve ser organizada, para dar continuidade ao processo.
Para a segunda etapa do projeto de recuperação do conjunto, o diretor do Museu Ferroviário está articulando outras reuniões com diversos setores da comunidade. A pressa é devido ao risco de a cidade perder o trem histórico,
"verdadeiro patrimônio do município", para a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), com sede em Campinas, se nada fosse feito até o dia 18. "A reunião com a comunidade religiosa é o primeiro passo positivo para revertermos essa situação", afirma Aude.