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Comentário político

Redação
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Paternidade

A iniciativa do vereador Toninho Garmes (PSDB) em buscar cancelar a cobrança das taxas embutidas no carnê do IPTU pode gerar mal-estar entre ele e o grupo do deputado Pedro Tobias (PDT). No ano passado, Tobias, Marcelo Borges, e o advogado Milton Dota Jr. estavam articulando justamente a revogação. Os holofotes sobre Garmes podem gerar ciúmes.

Moratória e Carnaval

A diretoria do Sinserm vai se reunir na próxima segunda-feira com o advogado Sandro Fernandes para decidir medidas a tomar com relação à ameaça de moratória da Prefeitura e ao anúncio da liberação de R$ 400 mil para o Carnaval. A diretora Eliana Martins afirmou que "é muito fácil o prefeito Izzo botar a culpa pelos problemas financeiros nos outros, como no Sinserm".

Carnaval & fome

Por falar em Carnaval, o vereador Luiz Carlos Valle está pedindo ao Ministério Público para bloquear o repasse de R$ 400 mil para as escolas de samba, como é feito todo ano. Valle argumenta que não dá para destinar dinheiro ao Carnaval enquanto os servidores passam fome

Festa indefinida

Aliás, o Carnaval bauruense, uma das atrações da cidade, ainda está indefinido com relação

à verba da Prefeitura. Também não se sabe ainda sobre a cobrança de ingressos, se será na forma de alimentos não-perecíveis ou em dinheiro mesmo. O Carnaval, neste ano, começa no dia 13 de fevereiro.

Izzo & Itamar

O prefeito Izzo Filho gostou do calote de Itamar Franco no Governo Federal. Tanto que anteontem saiu falando em não pagar dívidas ao longo de 120 dias e ontem, segundo se comentou, decidiu enviar um telegrama de felicitações a Itamar Franco, "pela brilhante idéia".

Estado de alerta

Ontem, também, surgiu um boato de que a Prefeitura de Bauru havia declarado "estado de alerta", em razão dos estragos causados pelas chuvas. Porém, no começo da noite, o assessor de imprensa de Izzo, Jair Aceituno, desmentiu.

Emergência

Por sinal, segundo o mesmo Jair, o que deverá ocorrer na segunda-feira é uma reunião entre o prefeito e alguns secretários para a possível decretação, esta sim oficial, de um "estado de emergência". Tal medida já foi adotada por outras cidades.

Sem licitação

No período de vigoração do "estado emergencial", o prefeito de uma cidade fica desobrigado de contratar serviços de reparos e fornecimento de materiais para serem utilizados na recuperação com licitação. Sob o pretexto da urgência, a lei permite a contratação aleatória, pelo um preço que pode nem ser o mais baixo do mercado.

Vacas magras

O Governo do Estado de São Paulo está informando que vai cortar 10% do custeio e congelar 100% dos investimentos em 99, como forma de contenção de despesas. Geraldo Alckmin, governador em exercício assinou decreto com a medida na última quinta-feira. É mais um sinal de um ano duríssimo...

Equilíbrio

Agindo em nome do equilíbrio entre despesa e receita, o governo lembra que nos últimos três meses de 98 a queda na arrecadação foi de 10% em relação ao que estava previsto. O Orçamento do Estado para 99 é de R$ 36 bilhões.

Outras perguntas

Seria interessante saber do atual secretário de Finanças, José Carlos Landro, o que a administração pensa com relação ao assunto. Quais as medidas efetivas de controle dos gastos e despesas a Prefeitura vai adotar. Porém, ele nunca está para os repórteres. Ou será que o atual governo trabalha com expectativa de curto prazo?

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