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Depilação

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 5 min

Eliminação definitiva: cara e eficaz

Eliminação definitiva: cara e eficaz

Texto: Sabrina Magalhães

A aplicação da eletrólise ou radiação pode demorar horas, mas o resultado em poucos meses os pêlos desaparecem

A grande novidade tecnológica dos últimos anos são as depilações chamadas definitivas, em que os pêlos são queimados até a morte da raiz. A primeira alternativa que surgiu foi a eletrólise: uma "caneta", com uma agulha ultrafina na ponta, que tem 0,5 cm de comprimento e 0,01 mm de espessura. "O paciente segura uma placa de fio terra e a gente introduz a agulha em cada folículo piloso

(poro). Ao atingir certa profundidade, o aparelho dispara, dando um choque elétrico no pêlo", explicou a dermatologista Eliana Disarz.

"O grande porém é que ela é uma agulha rígida, então, quando o paciente tem um pêlo curvo, cujo trajeto até a superfície da pele é torto, não dá para queimar a raiz, porque a agulha não acompanha o pêlo. Você até consegue eliminar o pêlo, por causa do calor, mas a raiz não

é atingida pelo choque."

Mas a inovação na eliminação dos pêlos veio mesmo com um equipamento chamado Photoderm. "É um sistema pós-laser, mais avançado que o laser. No laser, você tem uma fonte radiativa, seja rubi, cripton, gás hélio ou argônio. No Photoderm, há uma lâmpada extremamente forte, com luz policromática, como a luz do dia, só que muito intensa. Ao contrário do laser, que só fornece uma cor, o Photoderm permite selecionar qualquer cor."

Segundo a médica, todas as cores na natureza têm um determinado comprimento de onda, já conhecido no meio científico. Então, basta fazer alguns cálculos, considerando o comprimento das ondas do negro ou castanho (cor do pêlo). Os ajustes são feitos para cada paciente, num computador, que vai dosar os disparos da luz para atingir tudo o que tiver aquela cor determinada, na região da aplicação. Ou seja, a energia vai atingir o pêlo e percorrê-lo até a raiz, sem queimar a pele, que tem outra tonalidade.

Fases de crescimento

"O tratamento com Photoderm é um pouco lento, porque nós fazemos uma sessão por mês, em média, e em uma pessoa normal são necessárias entre 3 a 6 sessões, ou seja, o resultado definitivo demora ser atingido. Isso acontece porque o pêlo tem fases de crescimento em que a energia não o atinge, então, em cada sessão destrói-se uma certa quantidade deles, nunca totalmente", explicou Eliana.

Segundo ela, a raiz do fio fica debaixo da camada de gordura e da pele e passa por três fases distintas: totalmente crescido e, portanto, preso à raiz e com a ponta na superfície; iniciando o crescimento, ainda sem aparecer sobre a pele; ainda preso à pele, mas já desligado da raiz, que agora descansa, preparando-se para produzir um novo pêlo.

"O Photoderm só é eficaz para aquele pêlo que aparece na superfície da pele e ainda está ligado

à raiz, porque o pigmento do pêlo (cor) atrai a energia. Esta percorre o fio, queimando-o, até atingir a raiz, que fica enfraquecida ou morre. Se o fio está na superfície, mas já se desligou da raiz, ele queima, porque atrai a energia, mas esta se dissipa na pele, sem destruir a raiz. E no caso do fio que ainda está começando a crescer, mas ainda não rompeu a pele, a energia simplesmente se dissipa, sem atingi-lo."

Isso significa que depois de uma sessão, uma parte das raízes estarão mortas ou enfraquecidas, não produzindo ou produzindo fios bem finos. Mas das raízes daqueles pêlos nas fases 2 e 3 vão surgir pêlos normais, fortes e grossos. Então o paciente vai para a segunda sessão de Photoderm e elimina mais uma porcentagem dos pêlos, tratando sucessivamente até a eliminação completa.

"O resultado definitivo vai demorar dependendo de cada paciente. Pacientes que têm poucos pêlos podem precisar de poucas sessões. Pacientes hispânicos, portugueses, que tendem a ter mais pêlos, ou mulheres que têm disfunção e produzem excesso de hormônio masculino, vão precisar de um tratamento mais prolongado, com mais sessões, sendo que no caso da disfunção, é preciso um tratamento hormonal paralelo."

Contra-indicação

De acordo com Eliana, o Photoderm é desaconselhável para mulheres de pele escura, tanto morenas e negras, quanto bronzeadas.

"É que a energia é direcionada para a cor, então, se a pele é escura, a pigmentação dela vai concorrer com a do pêlo e certamente vai sofrer a ação luminosa. O resultado é uma mancha branca na região atingida. Esta mancha não é definitiva, desaparece em 6, 8 meses, um ano, dependendo da pele. Não conheço casos irreversíveis, mas haverá uma mancha até a pigmentação natural voltar. Então, para pacientes morenas eu só recomendo o Photoderm em casos de pêlos encravados ou irritações de repetição, porque a eliminação do problema vai justificar a mancha. Mas se for um tratamento só estético, a mulher fica sem os pêlos, mas leva uma mancha no corpo. Para evitar isso, em qualquer paciente

é feito um teste, com algumas aplicações de intensidades variadas, para podermos avaliar qual dosagem é melhor para cada pessoa."

Por esse mesmo motivo, a dermatologista salientou que o ideal

é só iniciar o tratamento com a pele na tonalidade natural, sem bronzeamento. Segundo ela, a pele humana é trocada a cada 28 dias. Então, uma pele bronzeada demora cerca de três a quatro meses para desbotar. Então, a paciente espera a pele voltar ao normal, deixa os pêlos crescerem - o ideal é ficar pelo menos 30 dias sem usar métodos de arrancamento, para que as aplicações atinjam o maior número possível de pêlos na fase de crescimento 1.

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