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Terceira idade

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 4 min

Terceira idade de Piratininga une a cidade

Terceira idade de Piratininga une a cidade

Texto: Marcos Zibordi

Entidade completou um ano e precisa de uma sala para ministrar cursos e ampliar atividades.

Piratininga - O "Clube da Terceira Idade União de Piratininga", com pouco mais de 1 ano de funcionamento e com 60 integrantes associados, precisa de espaço para crescer. Atualmente, os cursos de artesanato ministrados aos integrantes do clube são realizados nos fundos da casa da vice-presidente. O local é pequeno mas, mesmo assim, cerca de vinte alunos estão tendo aulas de pintura, crochê e artesanto com materiais recicláveis. No entanto, o restante do clube fica impossibilitado de participar da atividade.

Segundo avalia Altino Alves, "este primeiro ano nosso foi um sucesso. Nós realizamos vários bailes no Piratininga Tênis Clube, todos lotados, com mais de oitocentas pessoas".

A tradição dos bailes da terceira idade se estende para o encontro com clubes em outras cidades, fato que une e estende as amizades e o contato entre as pessoas. "Além de fazer nossos bailes, a gente sai para fora todos os finais de semana. Na região tem diversos bailes, a gente recebe os convites e todo o pessoal da nossa terceira idade participa. Por isso, também, que os nossos bailes contam com todo o pessoal da região".

Segundo o presidente, existe uma união muito grande entre os clubes da terceira idade de toda região. "É uma união muito forte. Em todos os eventos a gente recebe convite. Sempre a gente está tendo contato. A gente manda os convites, eles mandam também".

Projetos para 99

Com um ano de funcionamento, o clube reclama da falta de espaço. O artesanato começou ser implantado há três meses, com ampla aprovação dos sócios. "Nós temos o artesanto. A dificuldade é porque o espaço

é muito pequeno para que a gente possa desenvolver outras atividades, então a gente precisa de um espaço maior, para que a gente possa desenvolver outras atividades na área de artesanato".

O presidente avalia que essas atividades completam a verdadeira função que deve ter uma instituição dessa natureza. "Terceira idade não é só dançar, ir no baile. É preciso fazer outras coisas".

Uma das atividades que devem ser implantadas neste ano é o coral. No entanto, sua implantação depende de um espaço para realização dos ensaios.

Outro projeto é a Olimpíada. Ela reunirá clubes de todo estado, com concursos de dança e outras atividades, provavelmente com o apoio do Piratininga Tênis Clube.

Falta de Espaço

Segundo Alves, existe um outro clube da terceira idade em Piratininga. Ele já dispões de um aespaço cedido pela prefeitura. Alves acha que, como o outro clube não tem nem 10 associados e dispões de um prédio com 2 salas, uma delas poderia ser cedida ao "Clube da Terceira Idade União de Piratininga".

O prédio em questão era utilizado anteriormente para o funcionamento de uma EMEI. Segundo Alves, seu espaço físico seria suficiente para a ampliação das atividades pretendidas por sua entidade. "A gente gostaria que o prefeito cedesse um espaço para a gente também, para desenvolver esse artesanato", diz.

O presidente lembra que a esposa do prefeito, que é Coordenadora da Ação Social, poderia perceber que o trabalho da terceira idade também é um trabalho social. "Ela tem que ajudar a nossa porque agrega mais pessoas e está levando o nome da cidade em toda região. Eu acho que ela deverio olhar mais para a terceira idade".

Sobre a cessão da sala, Alves garante que já conversou com o prefeito, há cerca de três meses. Ele teria ficado de estudar o assunto, mas até agora não deu resposta.

Outra reivindicação é para que a entidade seja decretada como de utilizade pública. Segundo Alves, se isso for decretado, há possibilidade de se conseguir verbas estaduais e federais. "Eu espero que neste ano de 99 ele volte este projeto para a câmara".

Segundo Alves, o gasto mensal da entidade é de cerca de R$ 1 mil.

Encontros e qualidade de vida

Os eventos realizados pelos clubes da terceira idade, principalmente os bailes, são oportunidades de relacionamento social que dão outro alento à convivência desses jovens senhores e senhoras que já sabem tanto da vida.

Segundo a vice-presidente da entidade, Nair Lucas Prado, participar do clube muda a vida das pessoas. "Muda completamente. Tem pessoas que eram solitárias, ficava em casa, eran tristes, não tinham para onde ir nem com quem conversar. Hoje não. Elas participam, saem com a gente, participam dos bailes e querem crescer".

Neles, as conversas, as idéias e o ritmo é o mesmo. Desse modo, além de facilitar e até mesmo restaurar a socialização das pessoas, alguns novos e belos relacionamentos surgem. Alguns resultam até em casamento.

Nair é um caso. Seu atual namorado faz parte de um clube de terceira idade. Ela o conheceu num baile. Experiente, ela não pensa em casamento, pelo menos por enquanto.

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