Segunda fase da Unicamp deixa candidatos apreensivos
Segunda fase deixa candidatos apreensivos
O vestibular da Unicamp reuniu ontem, no colégio Ernesto Monte, os candidatos apreensivos com a segunda e, conforme opinião unânime entre os candidatos, mais difícil fase das provas.
À espera da abertura dos portões, a candidata bauruense a uma vaga no curso de Matemática Computacional, Renata Pires Rocha, 19 anos, estava apreensiva com as provas de Língua Portuguesa, Literatura e Ciências que enfrentaria em seguida.
"As provas são bem difíceis e como trabalho o dia todo acabo não estudando muito, então não sei se vai dar...".
O avareense Francisco Gabriel Rodrigues Alves, 17 anos, está concorrendo a uma vaga no curso de Ciência da Computação. Em seu primeiro ano de vestibular, já tentou Fuvest e não passou, mas ainda aguarda o resultado da Unesp. "A primeira fase da Unicamp eu achei fácil, mas sei que a segunda fase
é bem mais difícil." Questionado se estudou o suficiente, Alves esclarece: "Estudei razoavelmente. Presto atenção nas aulas, mas em casa não estudo muito".
Seleção injusta
Engenharia Mecatrônica foi o curso escolhido por Adriano Fernandes Cruz, 19 anos, de Lençóis Paulista. Pela segunda vez tentando a Unicamp, o candidato diz ter estudado muito durante o ano. "Achei fácil a primeira fase, mas percebi que o exame foi mais seletivo que no ano passado - menos estudantes conseguiram passar neste ano."
Apesar de sentir-se preparado para ser aprovado no vestibular, Cruz acredita que o exame seja uma forma injusta de seleção.
"Muitas vezes, o candidato é completamente capaz de frequentar o curso, tem afinidade com a profissão, mas se não tiver condições de fazer um cursinho não consegue entrar na faculdade. Ou então, frequenta o cursinho mas por questões emocionais não consegue fazer a prova. Esses aspectos acabam tornando o vestibular muito injusto."
Para o estudante, uma forma de amenizar o problema seria a criação de mais cursos técnicos e mesmo cursos de graduação com caráter mais específico a aprofundado. "Com a existência de um número maior de cursos, cada vez mais específicos, automaticamente os vestibulares ficariam menos concorridos."