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Extorsão na ECCB

Redação
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Inquérito deve terminar sem os depoimentos de Izzo, Torrens e Previdello

Inquérito deve terminar sem os depoimentos de Izzo, Torrens e Previdello

O inquérito que apura as denúncias de extorsão da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) pela administração municipal pode ser concluído sem os depoimentos do prefeito Izzo Filho (PPB), do ex-presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), André Torrens, e do ex-diretor da ECCB, Adhemar Previdello. O promotor de Justiça da Cidadania de Bauru, Carlos Roberto Simioni, informou ontem que não pretende chamar novamente os três para depor.

Simioni avalia que Izzo, Torrens e Previdello não depuseram até agora por opção própria: "eles já tiveram suas oportunidades". Conforme o promotor, a opção por não depor é um direito dos acusados, "mas eles vão sofrer as conseqüências".

Simoni disse que aguarda a perícia técnica das fitas de áudio gravadas pelas diretoras da ECCB e que, supostamente, comprovam o esquema de extorsão que teria sido praticado pela administração municipal contra a empresa circular.

"Se eu tiver elementos suficientes, vou concluir o inquérito", afirmou.

A investigação em processo no MP constitui-se no terceiro inquérito civil público instalado na Promotoria, num intervalo inferior a um ano, para apurar denúncias que envolvam o prefeito. Nos dois primeiros, já concluídos e com as denúncias formalizadas junto ao Judiciário, foram apuradas as denúncias de cobrança de propina feitas pelo pecuarista José Amir Neme Mobaid e por 14 fornecedores da Prefeitura. Nesta semana, o MP recebe do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) documentação referente a pedido de instalação de novo inquérito - o quarto. Neste, as acusações contra Izzo serão de descumprimento da decisão judicial (liminar) que obrigou a Prefeitura a priorizar, entre suas despesas, o pagamento dos salários dos servidores. (FT)

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