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Homicídio

Redação
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Adolescente confessa ter matado "Indinho"

Adolescente confessa ter matado "Indinho"

O menor M.P.B., 16 anos, conhecido por "Marcelinho", confessou ontem ser o autor dos dois disparos que matou Robson Rocha Pereira, 19 anos, conhecido por "Indinho", no

último dia 8, no interior de uma residência no Parque São Geraldo. Ele descartou a possibilidade da participação de mais uma pessoa no crime. O crime, segundo o adolescente foi motivado pela partilha dos produtos furtados. "Indinho" ficou internado na UTI do Hospital de Base de terça-feira até anteontem, quando morreu.

Alegre por ter conseguido matar um marginal, "Marcelinho" contou como tudo aconteceu. "O Indinho estava no interior da casa e eu estava na esquina quando a viatura da PM passou. Eu corri e me escondi. Ele ficou e furtou uma TV e os R$ 300,00, em dinheiro", contou.

Pouco depois, "Marcelinho" retornou à casa onde ele e "Indinho" estavam praticando o furto. "Eu voltei e não encontrei ele. Mas em seguida ele chegou. Sentou e comeu tudo o que tinha na geladeira. Ele contou que tinha pego os R$ 300,00", disse o autor confesso do crime.

Na versão do adolescente, "Indinho" entregou a arma que portava a ele porque é menor. "Ele me entregou a arma para não ser enquadrado no porte ilegal de armas, caso a polícia chegasse", explicou. O menor segurava a arma quando teve início a discussão entre eles.

"Eu queria que ele dividisse os R$ 300,00, já que a TV ele havia escondido", contou o adolescente.

Não houve acordo entre os dois. "Ele não quis dividir. Disse que eu ficaria só com o aparelho de som. Eu saquei a arma, disparei os dois tiros e peguei o dinheiro. Quando ia saindo da casa, encontrei a moradora e a ameacei de morte", relembra o menor.

Para não ser preso, "Marcelinho" ficou escondido na casa de seu pai, tios e parentes. "Meu pai me repreendeu e arrumou um advogado", contou. Ontem a equipe do Pelotão Leste da Polícia Militar prendeu "Marcelinho" na alameda Dálias, cruzamento com a alameda Crisântemos.

"Antes ele do que eu"

Sorrindo, com ar de vencedor, o adolescente M.P.B., de apenas 16 anos, disse ontem que matou para não ser morto. "Prefiro ver a mãe dele chorando do que a minha. Apesar da minha mãe já ter morrido", disse.

Na opinião do menor, matar "Indinho" foi um favor para a sociedade. "Ele já matou umas sete pessoas. Esteve na Febem e fugiu. Era um marginal. A irmã dele prometeu que vai me matar", afirmou o adolescente.

Matar uma pessoa, na opinião de "Marcelinho", não é legal. "Mas não tinha outra alternativa. Fiquei apavorado na hora, depois passou. Sei que vou tirar cadeia, mas não tenho outra opção", afirmou o menor.

Ele lembrou que usava crack junto com "Indinho". "Eu comecei a usar crack com 13 anos. Meu tio "Anizião" vendia droga na região do Fortunato Rocha Lima. Ele já foi morto. Meu irmão está preso", confessou o adolescente.

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