Comerciantes sugerem porto de areia para evitar inundação
Comerciantes sugerem porto de areia para evitar inundação
Texto: Ieda Rodrigues
Cansados de sofrer com a inundação na avenida Alfredo Maia e a arcar com prejuízos, Elias Brandão, 38 anos, que é dono de um bar, e Manoel Cardoso, 41 anos, dono de uma academia, estão sugerindo a implantação de um porto de areia nas margens do Córrego Água do Sobrado e a construção de um dique. Com a retirada da areia num determinado ponto, o leito do córrego voltará a sua profundidade normal e não ocorrerá mais inundações, segundo Brandão e Cardoso.
Eles explicaram que a Prefeitura poderá resolver esse problema a custo zero. Cardoso, que disse que estudou as causas da inundação do Córrego Água do Sobrado, sugere que a Prefeitura conceda a uma empresa da cidade o direito de exploração de areia no córrego na altura do cruzamento da rua Cuba com a rua Pascoal Abiuzzi, na Vila Giunta.
Cardoso disse que com a construção do dique, obra que deverá ser feita pela empresa que ganhar a concessão para explorar a areia, a areia ficará retida no fundo do córrego, passando apenas a água. Assim, segundo ele, o córrego voltará a ter sua profundidade original e, quando chover, não vai transbordar mais abaixo - na avenida Alfredo Maia.
Desde o dia 23 de dezembro, por causa das frequentes chuvas, a maioria dos estabelecimentos localizados na avenida Alfredo Maia não abriu ao público, segundo os comerciantes. Brandão, proprietário de um bar, disse que teve cerca de R$ 5 mil de prejuízo por causa das inundações. Já Cardoso disse que, além dos R$ 8 mil de prejuízos com equipamentos, gastou R$ 6 mil em obras para evitar que a enxurrada entre em sua academia.
Com as obras, Cardoso acredita que seu estabelecimento está livre das inundações, mas com a rua cheia de lama e água, não há condições de acesso a seus clientes. Brandão e Cardoso ressaltaram que o fim das inundações na avenida Alfredo Maia pode ser conseguido com custo zero para o poder público.