Mulher é presa em flagrante por tentativa de homicídio
Mulher é presa em flagrante por tentativa de homicídio
Iraíde Gregório de Oliveira, 43 anos, foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio ontem, à tarde na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Ela estava armada com uma faca de cozinha e em outra mão carregava uma Bíblia. Iraíde foi encaminhada para a Cadeia Pública de Cabrália Paulista. Segundo a irmã da acusada, que pediu para não ser identificada, ela é doente mental há mais de 10 anos e já esteve internada no Hospital Psiquiátrico, no Paiva, várias vezes, mas atualmente ela não estava sob tratamento médico.
De acordo com a Polícia Militar, Iraíde foi detida na avenida Rodrigues Alves depois de ter ferido três mulheres, cujos nomes não foram divulgados.
A PM contou a primeira vítima estava no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Antonio Alves, no Centro.
Como se não quisesse nada, Iraíde se aproximou e de repente desferiu o golpe acertando-a abaixo do braço esquerdo. A vítima foi medicada e foram dados dois pontos no corte. A segunda vítima foi abordada na quadra 8 da mesma avenida. O método usado também foi o mesmo: ela se aproximou e feriu a vítima no ombro.
Para abordar a terceira vítima, Iraíde se aproximou de lado, mas percebendo a aproximação, ela se esquivou, acabou caindo e ralou o braço no chão. Foi a única vítima a não ser ferida com a faca.
O médico legista Aron Wajngarten esteve na DDM a fim de averiguar os ferimentos das vítimas. Segundo ele, o ferimentos foram leves.
Segundo a irmã da acusada, ela estava desde as 7 horas
à procura de Iraíde porque ela possui problemas mentais e não tem consciência do que faz.
Providência
De acordo com a delegada da DDM, Rejani Borro Ortiz Tiritan, embora a irmã de Iraíde tenha afirmado que ela possui problemas psiquiátricos, nenhum atestado médico foi apresentado para confirmar a informação.
Diante do flagrante por tentativa de homicídio, Iraíde foi encaminhada para a Cadeia Pública de Cabrália Paulista, mas o encaminhamento, segundo a delegada, consta a informação de problema psiquiátrico.
Tiritan explicou que se ficar comprovado que ela tenha doença mental, o juiz pode determinar que ela seja submetida à orientação médica.