Líderes comunitários se empolgam com "Fala Povo"
Líderes comunitários se empolgam com "Fala Povo"
Texto: Alessandra Morgado
Vários deles preencheram o questionário que servirá de base para uma análise da situação da cidade e das aspirações de seus cidadãos
Desde o último domingo o bauruense vem respondendo os questionários do Fala Povo, encartados no Jornal da Cidade. A iniciativa pioneira que vai apontar as aspirações e prioridades da população neste final de milênio já ganhou uma adesão importante: os líderes comunitários. Vários deles aprovaram a proposta e esperam com isso ter uma noção mais clara das aspirações populares. O questionário também está publicado nesta edição para que o leitor continue participando.
O presidente da Associação dos Moradores do Jardim Pagani, Wilson Brasil, disse que a proposta é muito boa, inclusive será possível apontar carências dos bairros.
"O JC está dando bons subsídios para a comunidade. Gostei muito do projeto e é aquilo ali que nós estamos precisando para saber da realidade", explicou.
Brasil afirma que existe manipulação do Poder Executivo sobre algumas associações, por isso seria necessário que os veículos de comunicação mostrassem a opinião da população. Já a presidente da Associação de Moradores do Parque das Camélias, Jacqueline Didier, elogiou a abrangência do questionário e destacou a importância da atuação da imprensa na resolução dos problemas da cidade.
"A medida que o povo não encontra resposta no poder público administrativo, ele vai buscar no Judiciário e na imprensa", destaca.
Jacqueline ressalta que a função do líder comunitário está muito prejudicado, porque depende de ações do poder público que não estão acontecendo devidamente.
"Estávamos com problema na rua de esgoto ao céu aberto e chamamos um particular para fazer, porque eu cansei de enjoei de chamar a Prefeitura. Não é justo, mas
é o que acaba acontecendo", reclamou a líder comunitária.
Mais espaço
Para Maury Campos Brito, 41 anos, presidente da Associação dos Moradores da Vila Santa Clara e Nova Santa Clara, o Fala Povo "abre um canal de comunicação com o público em geral, porque a gente não vive isolado".
Ele acredita que a proposta pode mapear nossos problemas e incentivar a utilização da potencialidades. Porém, ele destaca que existem problemas básicos no seu bairro de atuação, como o Ribeirão Bauru e a ocupação irregular de áreas de alagamento.
"Esse espaço que o JC abriu é muito importante, porque nos incentiva a lutar e melhorar o bairro. Ele vai ser sempre um canal de comunicação, cobrança, reivindicação e até agradecimento para quem dele necessita", destaca.
Ele reclama que os líderes comunitários estão desacreditados, porque não conseguem as melhorias solicitadas pelos moradores, devido a situação do município.