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Reajuste de preços

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

Supermercados devem reajustar importados só em fevereiro

Supermercados devem reajustar importados só em fevereiro

Texto: Paulo Toledo

Os produtos importados vendidos pelos supermercados de Bauru serão, inevitavelmente, reajustados. Quando isso ocorrerá e o percentual a ser aplicado ainda são uma incógnita, pois as lojas ainda trabalham com estoques antigos. Porém, alguns produtos já estão sendo cotados, pelos importadores, em dólar e outros já apresentam tendência de alta.

Antônio Carlos Spoldaro, 42 anos, comprador da Rede Confiança de Supermercados, afirma que alguns importadores já estão prevendo uma alta de aproximadamente 30% nos produtos. Por enquanto, a maioria dos fornecedores ainda não reajustou os valores. Mas, há aqueles que simplesmente fecharam as vendas.

Spoldaro disse que os importadores de bacalhau já estão passando a cotação do produto em dólar. Porém, vinhos, azeites, azeitonas, entre outros produtos, já estão com previsão de alta de 30%. O comprador disse que, à medida que os estoques das lojas da rede forem renovados, a tendência

é o aumento seja repassado ao consumidor final.

A Assessoria de Comunicação da rede norte-americana Wal-Mart informou que, no Brasil, cerca de 90% dos produtos oferecidos em suas lojas são adquiridos no País. Os produtos, informou, são comprados à medida que há demanda. Portanto, a importação de itens continuará

à medida em que os consumidores desejarem. A empresa não quis falar em aumento de preços, em razão da instabilidade do dólar.

João Svizzero, 66 anos, presidente da Rede Santo Antonio de Supermercados, diz que a situação do importado vai variar de acordo com o tipo de produto e acompanhando a alta do dólar. Porém, um fato é irremediável, os supermercadistas terão que fazer o reajuste nas gôndolas

(prateleiras).

Svizzero acredita, no entanto, que essas altas só chegam

às lojas de Bauru em cerca de 30 dias, quando novas mercadorias entrarem. A tendência é que a variação fique no mesmo patamar que a variação do dólar.

O presidente da rede Santo Antonio disse que ainda não há projeções para altas em produtos fabricados no Brasil, a não ser aqueles que utilizam matéria-prima importada. Para ele, com a alta de preços dos importados, os consumidores poderão optar pela substituição por similares nacionais, que ficarão com preços mais atrativos. Svizzero disse que pães, massas e biscoitos devem ter alta, pois são à base de farinha, cujo trigo é importado pelo País, num índice de 70%.

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