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Reflorestamento

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Reflorestamento na região é insuficiente

Reflorestamento na região ainda é insuficiente

Texto: Gustavo Cândido

A recuperação de matas ciliares e o reflorestamento de vegetação nativa ainda não acontecem na quantidade suficiente na região de Bauru. A situação

é mesma em todo o Estado de São Paulo, onde a lei estadual 9.989, em vigor desde março, que obriga os proprietários de terras a recuperarem suas matas ciliares e encostas de morros, está sendo praticamente ignorada.

Segundo Lélia Lourenço Pinto, engenheira agrônoma e chefe do escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de Bauru, a área aproximada de vegetação nativa ainda existente na região de Bauru é de 65.850 hectares, enquanto a área replantada com mata exótica, formada por espécies que não são nativas, na sua maioria eucaliptos e pinus, que são usados nas empresas de papel e placas de madeira da região

é de 72.400 hectares. O número maior não significa que o replantio está sendo grande já que essas árvores vão ser cortadas novamente para servirem de matéria-prima.

De acordo com o comandante interino da 2ª Companhia de Polícia Florestal de Bauru, tenente Nilson Fidelis da Silva, além das áreas de reflorestamento das empresas, em alguns locais da região a vegetação nativa está sendo recuperada, como na nascente do ribeirão Batalha, que estava em processo de assoreamento há um ano atrás quando começou a recuperação da sua mata ciliar. "O plantio lá já está dando algum resultado", afirma, "mas precisamos conscientizar os que moram próximos do Batalha que é necessário fazer o replantio das áreas desmatadas, até porque existe uma implicação jurídica para quem desmata e não repõe a vegetação", explica o tenente.

A polícia florestal está empenhada em desenvolver um projeto de recuperação das matas ciliares do rio Tietê na região e para isso deve, brevemente, entrar em contato com os proprietários de usinas da região para que comecem o replantio nas margens do rio, atualmente ocupadas com a plantação de cana-de-açúcar. Segundo Silva, algumas usinas já estão realizando o replantio só que outras, apesar de terem parado de cultivar a cana, não araram o terreno e realizaram o replantio com espécies nativas.

"Atualmente a multa que nós podemos aplicar nesses casos é de R$ 3.500 o que é pouco para uma usina. Estamos aguardando a aprovação de uma nova lei que amplie esse valor para até R$ 50 milhões, dependendo do caso", revela o tenente. Ele aconselha os donos de terra a plantarem uma área de eucalipto em suas propriedades para não terem que desmatar, já que para cada hectare de mata nativa derrubada a lei obriga o replantio de 1700 árvores.

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