Madureira espera Nilson "mais ágil"
Madureira espera Nilson "mais ágil"
Texto: Fabio Turci
Presidente da Câmara diz que atual vice-prefeito deve buscar mais dinamismo e articulações políticas caso volte a ocupar a chefia do Executivo
O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira
(PPB), avalia que um possível novo governo de Nilson Costa
(PL) deve buscar maior agilidade na condução dos trabalhos e maior diálogo político por parte do atual vice-prefeito.
Falta de dinamismo e de contatos políticos do Executivo com o Legislativo foram dois pontos bastante criticados pelos vereadores durante a gestão de Nilson. Esses problemas ficaram explícitos, por exemplo, na discussão sobre a extinção da taxa de viação, que era cobrada juntamente com o Imposto Predial e Territorial Urbano
(IPTU). Enquanto a Câmara acenava com a possibilidade de extingüir a taxa, Nilson e o então secretário de Economia e Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, apontavam que haveria queda significativa na arrecadação municipal. Diante de algumas cobranças, Duarte Neto foi à Câmara e, após discussões, a taxa acabou sendo extinta.
Depois da discussão com Duarte Neto, outras começaram a ser promovidas no plenário da Câmara, na qual se debateu, por exemplo, a situação da Emdurb e das secretarias de Agricultura, do Bem-Estar Social e da Saúde. As cobranças sobre Nilson, no entanto, continuaram, principalmente em função da criação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A pasta foi prevista no Orçamento 99, preparado pelo Executivo antes mesmo de a Câmara aprovar a fusão de setores que resultaria na nova secretaria. Vários vereadores interpretaram essa atitude como uma imposição ao Legislativo.
Para Madureira, Nilson deve "dialogar mais politicamente e ser mais agressivo". O presidente da Câmara aponta a necessidade deste procedimento por parte do possível novo prefeito da cidade particularmente em áreas mais críticas, como educação, saúde e no trabalho de combate
às erosões e demais danos causados pelas chuvas.
Madureira acredita que o conhecimento adquirido pelo vice-prefeito nos três meses em que comandou o Executivo municipal, por si só, já deve garantir a Nilson desempenho mais rápido. "Nesse tempo, deu para ele conhecer bem a Prefeitura", avalia.
A postura de Madureira é mais um sinal de que uma eventual retomada da gestão Nilson não deve contar com a coalizão informal que caracterizou o primeiro período, entre a cassação de Izzo Filho (PPB), no final de agosto último, e seu retono ao cargo, no início de dezembro. Nestes três meses, os manifestantes do Fórum da Cidadania e do Movimento por Bauru, por exemplo, interromperam a seqüência de protestos que vinham promovendo em favor da cassação de Izzo. Numa autocrítica, os manifestantes reconhecem o erro e garantem que as cobranças sobre um novo governo Nilson vão acontecer.