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Redação
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Novo secretário do Meio Ambiente vai manter as metas

Novo secretário do Meio Ambiente anuncia: as metas vão ser mantidas

Arborização, coleta seletiva e educação ambiental são prioridades traçadas pelo governo municipal

O novo secretário municipal do Meio Ambiente, Miguel Cáceres Filho, vai manter, na pasta, as metas definidas para a área pelo prefeito Izzo Filho, ou seja, a arborização urbana, a coleta seletiva de lixo e a educação ambiental. Ele destaca que as

árvores, além de oferecerem sombra, refrigeram o ambiente em torno de si através do processo de evapo-transpiração, fatores bastante significativos numa cidade de altas temperaturas como Bauru.

Já a coleta seletiva, como observa, permite a ampliação da vida útil do aterro sanitário municipal, mantido pela Emdurb, e estimula, na população, a prática do combate ao desperdício. E a educação ambiental é um investimento no futuro. "Forma as crianças que como adultos, nos próximos anos, respeitarão a natureza, pois sabem quais são as ações danosas e não as colocarão em prática. Ao mesmo tempo, elas acabam se transformando em agentes multiplicadores da informação, disseminando entre parentes e amigos as práticas de preservação ambiental".

Nomeado interinamente para o cargo através de decreto do prefeito publicado no último sábado, dia nove, no Diário Oficial do Município, Cáceres, 34 anos, atuava na Secretaria do Meio Ambiente, Semma, desde 1997. Até assumir como secretário, exercia o cargo de diretor do Departamento Zoobotânico. Formado pela Universidade Federal de Lavras (MG), UFLA, em 1992, o engenheiro florestal trabalhava em pesquisa científica, na área de nutrição mineral de plantas, antes de ingressar no serviço público.

Atividades

Para a Dipave, Divisão de Parques e Áreas Verdes, o secretário anunciou que os serviços estão concentrados, no momento, na limpeza de praças e canteiros centrais de avenidas. A operação inclui a poda das plantas e o roçamento da grama. O trabalho é voltado para toda a área urbana, e inclui as 70 áreas verdes sob responsabilidade da Semma. Segundo Cáceres, está sendo priorizado por se tratar da época mais chuvosa do ano, em que as plantas crescem com maior intensidade. Ele explica que a limpeza é desenvolvida quando há estiagem momentânea, porque sob chuvas fortes, tudo fica inviabilizado.

Três equipes, duas já atuando na área de jardinagem e uma terceira remanejada do setor de podas, estão destacadas para os serviços. O objetivo

é fazer com que a limpeza retorne à mesma área verde num prazo mais curto possível, para eliminar a rebrota das plantas. Em áreas de solos mais férteis, como o Jardim Redentor (zona leste), núcleo José Regino

(também zona leste), e Jardim América (zona sul), essa rebrota acontece em três semanas.

Por falta de condições técnicas, como afirma o secretário, as equipes não estão conseguindo voltar aos mesmos locais em tal prazo. Ele diz que a solução para o problema só virá quando houver condições de a Prefeitura investir em novos equipamentos. A dificuldade financeira impede previsão sobre o prazo em que isso deverá ocorrer. "Até que tudo se resolva, pedimos um pouco de paciência à população", assinala Cáceres.

A prioridade para a limpeza de praças e canteiros centrais de avenidas vai se estender até março, quando começa a diminuir o volume de chuvas sobre a cidade. A partir daí, a Dipave passa a se concentrar na poda das

árvores, antecipando-se à queda natural das folhas, que ocorre de maio em diante.

Segundo o secretário do Meio Ambiente, a poda das árvores é indicada para essa época do ano porque a menor frequência das chuvas faz com que os vegetais entrem numa espécie de estado vegetativo, reduzindo o metabolismo. Por isso, sentem menos a poda em seus galhos.

Entre setembro e dezembro, a concentração dos serviços passa a ser na reformulação dos jardins. É a época mais indicada para o plantio, porque as chuvas recomeçam em intensidade razoável, a temperatura aumenta e a grama não cresce de forma tão veloz como no verão, explica Cáceres.

Outras áreas

Em relação às outras

áreas da Semma, o novo titular da pasta também já tem definições. O Zoológico Municipal, por exemplo, deve manter sua atuação, dando ênfase aos cursos de férias, voltados à educação ambiental, que são oferecidos a crianças e jovens nos meses de janeiro e julho. O Jardim Botânico também vai manter sua programação constante de atividades.

O programa de coleta seletiva de lixo, que já cobre 32 por cento da área urbana, está em fase de reavaliação da localização dos Postos de Entrega Voluntária, PEVs, recipientes destinados

à descarga de lixo reciclável em regiões ainda não servidas pela coleta regular desses materiais.

Os contêineres estão sendo retirados das ruas e reinstalados dentro de áreas externas de órgãos públicos ou empresas privadas que tenham ações voltadas à área ambiental. É para evitar a má utilização dos recipientes, caracterizada pela descarga de lixo orgânico (restos de comida, animais mortos) e entulho de construção.

Já o programa de educação ambiental, que em 98 cumpriu a meta de iniciar trabalho pioneiro no núcleo implantado na Vila Tecnológica (zona leste), vai manter suas ações, inclusive o trabalho em parceria com a Polícia Rodoviária, cujos resultados foram considerados positivos.

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