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IOF

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

IOF muda características das aplicações financeiras

IOF muda características das aplicações financeiras

Texto: Márcia Buzalaf

A partir de hoje, o Imposto sobre Operação Financeira

(IOF) vai ocupar temporariamente o espaço da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira

(CPMF).

O IOF passa a ser cobrado no ato da aplicação financeira, fazendo com que a aplicação que volta para a conta corrente tenha a incidência do imposto mais uma vez no ato da reaplicação.

De acordo com o gerente da agência central do Banco do Brasil, Marcos Augusto Parisi Ticianeli, 28 anos, quem vai ter maior tributação

é aquele investidor que optar por aplicações que retornam para a conta corrente. "Tem aplicação que não retorna na conta", afirma Ticianeli.

A compensação para a falta de recursos originados do recolhimento da CPMF, segundo o economista e professor universitário, Reinaldo César Cafeo, 37 anos, o IOF vai incidir sobre os fundos de renda fixa, os Certificados de Depósito Bancário

(CDBs) de forma geral, além da manutenção do Imposto de Renda (IR) de 0,20%. "Quando a pessoa fazia a aplicação, ela tinha a incidência de 0,20% de CPMF. Isso acaba e começa a incidir o IOF de 0,38% em cada renovação", completa Cafeo.

De acordo com ele, o investidor deve ficar atento justamente a isso: a sensação pode ser de que, como não pagou o imposto na saída do capital da aplicação, o investidor está levando vantagem, é ilusória, já que o IOF incide quando há reaplicação do capital.

Os fundos de ações e as cadernetas de poupança continuam isentos da tributação. Os fundos de ações tem a incidência do IR de 10% sobre o valor de ganho de capital. Já a caderneta de poupança, continua isenta de todos os tributos. "Ela fica isenta de tributação, já que antes vigorava a CPMF e, agora, não vai incidir o IOF", completa Cafeo. A CPMF pode deve voltar a vigorar no meio do ano e seu aumento é de 90%, passando de 0,20% para 0,38%.

As orientações que o economista dá para os investidores são: prestar a atenção no ganho líquido das aplicações e nas taxas de administração cobradas pelos bancos, que podem variar bastante.

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