Economia&Negócios
Economia&Negócios
Paulo Toledo
Diversificação
Os bancos de Bauru estão aconselhando aos clientes que, nos próximos dias, enquanto não houver uma situação mais clara do mercado, o mais indicado, para os que já investiram, é manter suas posições. No Banco do Brasil, por exemplo, para aqueles que ainda vão aplicar seus recursos, a recomendação é pela diversificação de produtos, principalmente, em renda fixa e poupança.
Espaço
O deputado Antônio Kandir (PSDB-SP) disse, ontem, no 11.º Congresso Regional de Política Fiscal, em Brasília, que o governo precisa fazer novos cortes nos seus gastos. Para ele, "há espaços para cortes''. O ex-ministro destacou que é preciso "encarar esse período como uma economia de guerra''.
Malásia
Quase cinco meses depois da Malásia isolar-se do mercado financeiro mundial, ao implementar controles rígidos sobre o fluxo de capitais, sinais de recuperação de sua economia surpreendem e viram polêmica. Desde setembro, quando os controles foram anunciados, as taxas de juro caíram de 11% para 5,9%, as exportações cresceram 2% em dólar e as reservas pularam de US$ 20 bilhões para US$ 23 bilhões.
Comprando
Chegou a hora de voltar a investir no Brasil. A opinião
é do norte-americano Robert J. Pelosky, 39, um dos estrategistas financeiros especializados em mercados emergentes mais influentes dos Estados Unidos. Jay Pelosky, como é conhecido, é responsável por traçar a estratégia para investimentos em países em desenvolvimento para o Morgan Stanley Dean Witter, um dos maiores bancos de investimento do mundo.
Capital
O Rio de Janeiro é o maior pólo de produção e exportação de software da América Latina. A constatação é do Núcleo de Apoio
à Produção e Exportação de Software do Estado, Riosoft. O estado tem não apenas o maior número de produtores de software, como também o maior número de empresas nascentes, constatou a entidade.
Softex
A Riosoft é o núcleo carioca do programa Softex 2000, uma tentativa de fazer com que o Brasil figure no seleto grupo de países exportadores de tecnologia até a virada do milênio. As exportações de softwares brasileiros ficaram no patamar de US$ 15 milhões em 1996, US$ 25 milhões em 1997 e próximas de US$ 50 milhões no ano passado.
Palma
As previsões de 99 para o óleo de palma brasileiro no mercado de óleos vegetais são bastante positivas. Malásia e Indonésia, que estão entre os grandes produtores mundiais, sofreram queda em suas safras e países como Índia e China precisarão reforçar as importações. Diante disso, o Grupo Agropalma, maior produtor de óleo de palma no Brasil, pretende aumentar as exportações de óleo orgânico (gerado sem aditivos químicos) de 1.300 toneladas em 1998 para cerca de 2 mil em 1999.
Produção
A empresa também destinará 20 mil toneladas de óleo bruto para o exterior. Com produção anual de 40 mil toneladas de óleo bruto, o grupo tem como principal objetivo abastecer o mercado interno, que consome cerca de 100 mil toneladas.
Demanda
Outro fator que mostra o clima favorável para o óleo de palma brasileiro é o reduzido estoque de passagem e a forte demanda por óleos vegetais no mundo todo. As expectativas ainda apontam que a Malásia não atingirá a meta de 9 milhões de toneladas em 1999. Além disso, como forma de incrementar seu orçamento, o governo malasiano criou um novo imposto, equivalente a US$ 13 por tonelada.
Exportador
Principal exportador mundial de palma, responsável por 67,5% das transações, o país iniciará 1999 com um estoque 32% inferior ao do ano passado. O menor índice dos últimos cinco anos. Devido à quebra na produção de óleo de soja na China, haverá aumento nas importações de soja e palma no país que é, depois da União Européia, que consome 17,8% da produção mundial, o principal comprador de óleo de palma, adquirindo cerca de 12% do volume comercializado.