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Paulo Toledo
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AHB fecha 30 leitos no Manoel de Abreu e deve congestionar PSM

AHB fecha 30 leitos no Manoel de Abreu e deve congestionar PSM

Texto: Paulo Toledo

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) fechou mais 30 leitos do Hospital Manoel de Abreu, alegando problemas no prédio. Mas, questões financeiras podem estar envolvidas. Agora, somente 65 dos 176 leitos, ou seja, 36,93% da capacidade estão funcionando. O resultado imediato é que deve ocorrer uma sobrecarga nas filas no Pronto-Socorro Municipal (PSM) de pacientes aguardando vagas para as internações clínicas, já que as cirúrgicas são encaminhadas para o Hospital Base (HB).

Reinaldo Silvestre Rocha, 42 anos, administrador hospitalar da AHB, afirma disse que a desativação está ligada exclusivamente às condições do prédio, que tem, inclusive, goteiras.

Apesar da alegação de problemas no prédio feita pela diretoria da AHB, uma fonte informa que o fechamento estaria ligado, também, à questão da remuneração paga pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que estaria causando prejuízos à entidade. De acordo com essa fonte, o faturamento da unidade estaria sendo suficiente apenas para a quitação da folha de pagamento, ficando o restante, como a compra de remédios, alimentação e insumos em descoberto.

O Manoel de Abreu tinha 176 leitos, mas vinha trabalhando com 95, desde o ano passado, quando uma ala teve que ser interditada, em razão de problemas na fundação do prédio, que colocava em risco a segurança dos pacientes. Com a desativação de mais 30 leitos, os 65 restantes foram destinados 13 para convênios e 52 para o SUS.

O grande problema do fechamento de leitos no Manoel de Abreu é que a unidade atende às internações clínicas, ou seja, de pacientes que precisam de tratamento hospitalar, geralmente, de longa duração. O HB, por outro lado, é destinado às internações cirúrgicas e de alta complexidade. Por isso, normalmente, não são abertas vagas no Hospital de Base para pacientes de internação clínica, deixando as vagas para os casos mais complexos.

"Temos que reservar para os casos cirúrgicos, destacou Rocha.

Com esse cenário, deve ocorrer um uma sobrecarga no PSM, que terá que manter pacientes de internações clínicas internados, até que surjam vagas no Manoel de Abreu.

O administrador disse que a entidade não tem condições financeiras de fazer a recuperação do prédio do Manoel de Abreu e que o fechamento dos leitos foi a única solução encontrada para o problema.

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