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Compra de medicamentos

Ieda Rodrigues
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AHB economiza comprando remédios pelo nome genérico

AHB economiza com compra de remédios pelo nome genérico

Texto: Ieda Rodrigues

Foi aprovado anteontem no Senado e só depende de regulamentação a lei que propõe a adoção do nome genérico

(princípio ativo) para medicamentos. Até agora, a maioria dos remédios é vendida com o nome fantasia e a adoção do nome genérico deverá resultar em economia para os pacientes e hospitais. A Associaciação Hospital de Bauru (AHB), que administra o Hospital de Base, a Maternidade Santa Isabel e o Hospital Manoel de Abreu, adotou, há mais de seis meses, o nome genérico para medicamentos e está conseguindo uma economia de cerca de 20% na hora da compra.

Reinaldo Rocha, superintendente da AHB, explicou que há casos de que o medicamento pelo nome genérico custa até cinco vezes menos que o produto semelhante com o nome comercial. Ele citou o caso de um antibiótico cujo princípio ativo é o ceftriaxona, conhecido comercialmente por Recifin. Pelo nome genérico, a ampola sai por R$ 4,85 enquanto pelo nome comercial custa R$ 22,00.

A farmacêutica da AHB, Eliane Leme, explicou que é feita uma seleção dos laboratórios para evitar qualquer problema com os remédios, como falsificações, por exemplo. Feita essa seleção, que inclui até análises, a qualidade dos medicamentos adquiridos é garantida e o efeito é o mesmo dos que são vendidos pelo nome comercial.

Rocha acredita que a lei da adoção do nome genérico vai resultar em economia tanto para hospitais quanto para pacientes que adquirem os medicamentos nas farmácias e drogarias. Ele e Eliane contaram que, a princípio, os médicos da AHB tiveram uma certa resistência à prescrição de medicamentos pelo nome genérico, mas foram feitas palestras sobre o assunto ao corpo clínico.

Quando a lei for regulamentada, todos os médicos serão obrigados a prescrever os medicamentos pelo nome genérico. Até lá, o que deve demorar 90 dias, a população, na opinião de Rocha, deve, no ato da compra do medicamento, exigir outras opções do produto pelo nome genérico, o que possibilita uma economia.

Dose única

Após a adoção do nome genérico, a AHB, também visando economia, começou, anteontem, a implantar o sistema de dose unitária para distribuição dos medicamentos aos pacientes. Pelo sistema, o paciente recebe somente a dose diária dos medicamentos que precisa, evitando desperdícios.

Os remédios são devidamente embalados de maneira que a qualidade seja garantida. As doses de remédios líquidos, como xaropes, são acondicionadas em ampolas descartáveis colocadas em sacos plásticos. Os remédios sólidos, como pílulas, são embalados em saquinhos plásticos.

A dose única, de acordo com a farmacêutica da AHB, Eliane Leme, está sendo implantada em três setores do Hospital de Base, como projeto piloto. Se os resultados forem bons será implantado nos três hospitais da entidade.

De acordo com Reinaldo Rocha, superintendente da AHB, a economia com a adoção do sistema de dose única é de até 25%. Por mês, a AHB gasta cerca de R$ 160 mil com medicamentos.

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