Alimentos devem sofrer aumento na próxima semana
Alimentos devem sofrer aumento na próxima semana
Texto : Gustavo Cândido (*)
Os produtos da cesta básica, a carne e o pão devem ter o seu preço aumentado dentro de, aproximadamente, uma semana. A reportagem do Jornal da Cidade pesquisou padarias, supermercados e açougues de vários pontos de Bauru e constatou que o aumento deve acontecer porque os fornecedores e fabricantes desses alimentos já elevaram seus preços e até agora os estabelecimentos ainda não repassaram essa diferença para o consumidor.
Em São Paulo os supermercados já receberam tabelas de reajuste de preços e até a carne de frango aumentou.
Nos supermercados o preço de produtos como óleo de soja, farinha de trigo, arroz e feijão não variaram nas últimas semanas, segundo o comprador da rede Mercosuper, Emerson Svizzero os supermercados do grupo estão trabalhando com os estoques que possuiam para não comprar, pelo menos por enquanto, os alimentos com preço novo. "Vamos poder fazer o preço antigo por mais sete ou oito dias, depois se continuar do jeito que está vamos ter que aumentar os preços", afirma.
A mesma situação foi encontrada nas lojas da rede Santo Antonio, Confiança e no supermercado Merino, no Mary Dota. De acordo com o responsável por um dos supermercados Santo Antonio, existe uma determinação da Associação Paulista de Supermercados (APAS) para que não sejam adquiridos novos estoques junto aos fornecedores enquanto os preços não baixarem. A desconfiança é de que alguns produtores e fornecedores estejam se aproveitando do momento de crise econômica para aumentar os seus preços.
O preço da carne nos açougues da cidade apresentaram uma variação muito grande, tomando por base o valor de 1kg de contra-filé, uma das partes do boi mais vendidas, que ficou entre R$ 4,75 e R$ 5,99. O aumento de preços nesse setor deve vir mais rápido do que nos outros. "Até os frigoríficos têm comentado que existe um pouco de especulação por parte dos pecuaristas", diz Hideo Sakamoto, gerente do Varejão das Carnes, no centro da cidade. Segundo o proprietário da Casa de Carnes Bom Preço, na Bela Vista, Donizete Leme, o preço da arroba do boi subiu de R$ 28,00 para R$ 33,00. Por enquanto seus preços ainda são os mesmos da semanas anteriores por causa do pouco movimento na sua loja. "Mas a semana que vem eu aumento", garantiu Leme.
Preço do pão ainda não está definido
Texto: Márcia Buzalaf (*)
Algumas padarias da cidade, entretanto, já estão com o preço do pãozinho de 30g reajustado. Apesar da maioria das empresas estarem optando por não reajustar momentaneamente os preços, os distribuidores já estão fornecendo farinha com preço mais alto.
A elevação de preço do principal insumo do pão pode acarretar não apenas o aumento no preço dos pães, mas, também, dos salgadinhos, bolachas, doces e os outros produtos que são feitos com a farinha de trigo.
O conhecido pão francês está com o preço variando entre R$ 0,09 e R$ 0,12. "O saco de farinha já subiu de R$11,00 para R$ 14,00, a semana que vem, provavelmente, vou ter que subir o preço do pão", explica José Carlos Rossi, proprietário da padaria Tutti Quantti, no Jardim América.
O proprietário de uma das padarias que aumentou o preço do "pão francês", no bairro Alto Paraíso, justifica que o saco com 25 kg de farinha aumentou em 39,13% depois da alteração no câmbio, passando de R$ 11,50 para R$ 16,00.
Ele afirma que a farinha representa 70% do pão e que, por isso, repassou um aumento de 20% no preço do pão, que passou de R$ 0,10 para R$ 0,12. Segundo este proprietário, o preço de tabela já era R$ 0,12 e que R$ 0,10 era um valor promocional.
Ele afirma que, antes de aumentar o preço do produto principal da padaria, ele consultou outras padarias do bairro e que, juntos, acertaram o aumento, "de comum acordo". Ele afirma que nenhum consumidor chegou a reclamar do preço.
Já a padaria Doce Momento recebeu o saco de farinha de 25 kg com preço reajustado, que passou de R$ 19,00 para R$ 28,00. Mesmo assim, não aumentou os preços. Esta padaria, na região central da cidade, está cobrando R$ 0,12 desde o ano passado.
Segundo a proprietária desta padaria, o aumento de 47,37% na farinha, por enquanto, foi repassado apenas para os salgadinhos pequenos vendidos no balcão, que passaram de R$ 0,15 para R$ 0,18 a unidade. Ela afirma que ainda não há certeza de quanto deve ficar o preço dos produtos secundários da padaria, como as baguetes recheadas, os sonhos, o pão-doce, entre outros.
* Colaborou Gustavo Cândido