Gasolina mais barata de Bauru é 15% mais cara do que de Jaú
Gasolina mais barata de Bauru é 15% mais cara do que de Jaú
Texto: Márcia Buzalaf
O preço mais baixo cobrado pelo litro de gasolina em Bauru
é 15% mais caro do que o menor preço encontrado nas cidades da região, mais especificamente em Jaú, que cobra o litro da gasolina por R$ 0,698.
De acordo com o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Dalvilço Graminha, 43 anos, o menor preço praticado na cidade para a revenda do litro de gasolina é de R$ 0,79 e, o maior, de R$ 0,85.
Graminha faz a ressalva que a maioria dos postos da cidade varia mesmo entre os preços de R$ 0,82 e R$ 0,85 para o litro da gasolina. Mesmo assim, alguns postos estão comercializando a R$ 0,89 o litro deste combustível.
A análise feita por Graminha é de que a situação de Bauru é privilegiada por não ter preços mais padronizados, não muito distantes um do outro.
As cidades vizinhas que não praticam uma mesma "faixa" de preços, segundo Graminha, tem motivo para trabalhar desta forma. "Trata-se de desentendimento no mercado ou companhia bancando algum preço, mas não é realidade isso, esse não é o preço real.", explica.
O tipo de serviço oferecido por cada posto, segundo Graminha,
é o principal motivo para a pequena variação de preços observada na cidade, de posto para posto.
Em comparação com postos de outras cidades vizinhas, a diferença de preço da gasolina fica evidente. Dentre os dez postos consultados, o litro de gasolina mais barato encontrado foi em Jaú, por R$ 0,698.
Este valor é 22% mais barato do que aquele oficialmente divulgado como sendo o mais alto preço de Bauru (R$ 0,85). Se comparado com o litro de gasolina mais barato vendido na cidade, de R$ 0,79, o preço de Jaú é cerca de 15% menor.
Outros
O álcool, por exemplo, pode ter uma variação de 73% na região. O mais baixo preço do litro encontrado pela reportagem está sendo praticado por um posto de Jaú, que vende o álcool a R$ 0,39, preço semelhante ao praticado por um posto da capital. Em Barra Bonita, o litro pode ser encontrado por R$ 0,40.
Em Bauru, Graminha afirma, o preço mais baixo é de R$ 0,54, 39% mais caro do que o litro de álcool mais barato na região. O preço mais elevado em Bauru, segundo Graminha, é de R$ 0,58.
Já em relação ao diesel, a diferença
é menor. Em comparação entre o preço da cidade e o de postos da região, pode-se calcular uma diferença média de 10,2%. O preço mais baixo cobrado na região é de R$ 0,39 e, o mais alto, de R$ 0,43.
Reclamação
Alguns proprietários de postos de combustíveis da região reclamam da ação da concorrência, que está "trazendo para baixo" o preço de alguns produtos.
Em Bauru, a situação é diferente. De acordo com Graminha, o único posto que pratica o menor preço no litro do álcool e da gasolina na cidade o faz por estar em um local que foi prejudicado por problemas no trânsito da região.
Mesmo este preço de Bauru, considerado o mais barato, fica pelo menos 15% aquém do praticado pelo posto de Jaú acima mencionado.
Combustível sobe no mínimo 4% hoje
Texto: Márcia Buzalaf
Bauru deve ter um aumento mínimo nos combustíveis de 4%, com a exceção do diesel, que já está sendo cobrado na cidade com reajuste por R$ 0,437. Esta é a afirmação do diretor-presidente da única distribuidora de combustíveis de Bauru e região, a Flag, Francisco Simões Barbosa, 53 anos.
A informação vinculada de que o reajuste poderia ficar na casa de 1%, segundo Barbosa, não é verdadeira.
"Na melhor das hipóteses, o reajuste vai ser de 4%", completou.
De acordo com Barbosa, a confusão em relação ao aumento de preço foi tão grande que a Petrobrás passou um comunicado, ontem, anunciando um reajuste de 12%. Segundo ele, está saindo uma medida normativa no Ministério da Fazenda que vai ser publicada no Diário Oficial de hoje e que poderá definir com mais precisão o aumento de preço.
A confusão, segundo Barbosa, ocorreu porque foi calculado o aumento do PIS e da Cofins no Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e, na verdade, uma reunião em Brasília na última semana definiu que o aumento sairia por fora, não incidindo sobre os impostos. Se assim fosse, de fato, o reajuste seria de 12%.
O reajuste, segundo o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Dalvilço Graminha, 43 anos, deve ficar em torno de 4% a 5%, para o preço do litro da gasolina e do álcool.
O repasse ainda não foi feito por dois motivos: um foi a confusão gerada pelo repasse das distribuidoras; e o outro foi pelo estoque que os postos ainda têm para manter alguns dias com o mesmo preço. "Na medida que vamos comprando, certamente, vão repassar justamente o que foi aumentado no nosso preço de custo", completou Graminha.
O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) também sofrer aumento. O reajuste esperado para o gás de cozinha
é de 4,48%. O preço do gás comercializado no balcão deve passar de R$ 11,00 para R$ 11,50.