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Combustíveis

Paulo Toledo
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Alta de gasolina pode chegar a 13%

Alta de gasolina pode chegar a 13%

Texto: Paulo Toledo

A gasolina pode ter um aumento de 12,7% para o consumidor, nos próximos dias. Os aumentos de 4% do PIS-Cofins, em cascata, fizeram com que, ontem, a Refinaria de Paulínea (Replan) estivesse bombeando o combustível para as distribuidoras com um reajuste de 12,7%. Porém, esse número ainda está sujeito a mudanças, podendo subir mais ou, até, ter uma pequena redução. Além disso, a liberação do álcool pode trazer um reajuste de 20% no produto.

De acordo com uma fonte do setor de distribuição, a divulgação de que o aumento ficaria em cerca de 4% não era correto, pois não foi considerado que a incidência do imposto seria em cascata que, no final, está fazendo com que o preço de bombeamento da Petrobrás para as distribuidoras esteja acrescido de um percentual de 12,7%.

Com a alteração no preço, prevê a fonte, os postos em conjunto com as distribuidoras terão que estreitar o percentual de lucro se quiserem evitar o repasse total do preço para o consumidor.

Um outro agravante é a contribuição social, que é de 0,65% sobre o faturamento, deverá aumentar o custo das empresas do setor, fazendo com que a situação fique mais difícil.

Álcool

A liberação dos preços do álcool hidratado e a redução dos subsídios concedidos ao produtor em 65%, decidida pelo Conselho Interministerial do Álcool

(Cima), ao contrário que o governo tem divulgado, deve provocar aumento dos combustíveis aos consumidores, a não ser que as distribuidoras ganhem a queda de braço que vão travar com as usinas de álcool para que o subsídio que será repassado pelo governo seja descontado do preço de entrega. Esse aumento pode chegar a 20%.

De acordo com a fonte do setor de distribuição, os produtores vão começar a receber um subsídio de R$ 0,045 por litro entregue às distribuidoras. Os distribuidores, que vão arcar com os custos da tributação

(ICMS próprio - 25% -, ICMS de substituição tributária - 25% -, PIS e Cofins), chegaram à conclusão de que a única forma de evitar o repasse para o consumidor final é a dedução do valor do subsídios que vão receber do valor que vinha sendo cobrado pelo combustível, até agora.

A fonte disse que as usinas que não negociarem o repasse do subsídio arriscam a não vender o produto. A outra alternativa é o repasse de um índice de aproximadamente 20% para os consumidores finais.

O repasse do subsídio para o distribuidor era de R$ 0,1270, que era utilizado para cobrir os custos com o ICMS. Agora, o governo baixou para 0,045 por litro e vai repassar aos produtores, enquanto os distribuidores vão ficar com a carga tributária da qual eram isentas. "Se as usinas quiserem vender a R$ 0,28, vai ser muito difícil para as distribuidoras. É justo abater o subsídio do preço de venda", afirmou.

As distribuidoras já começaram a fazer contato com as usinas pleiteando o desconto. Nos próximos dias, uma grande discussão deve ocorrer entre as partes.

A desregulamentação do setor sucroalcooleiro poderá reduzir o volume de gastos previstos com o Proálcool este ano, de R$ 1,1 bilhão, segundo o governo.

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