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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

BB lança linha de crédito para pequenas empresas

BB lança linha de crédito para pequenas empresas

Texto: Márcia Buzalaf

Em uma parceria com o Sebrae-SP, o Banco do Brasil está disponibilizando uma linha de crédito para empresas de pequeno porte. O financiamento é específico para a busca do certificado de Qualidade Total. Neste caso, o projeto deve ser feito através do Sebrae-SP.

A mesma linha de crédito vai possibilitar, para a empresa, a informatização necessária para evitar os problemas que podem ser ocasionados pelo Bug do milênio

(momento da virada do ano em que os computadores vão voltar para o ano 1900, ao invés de registrarem o ano 2000).

De acordo com o gerente de divisão do Banco do Brasil, Jânio Macedo, 37 anos, se enquadram na linha de crédito do BB empresas com faturamento bruto anual até R$ 20 milhões anuais, exceto as empresas da linha agroindustrial.

O teto para as duas linhas de crédito - do certificado de QT e do Bug do milênio - é de R$ 50 mil cada. Se o valor for maior do que o teto estipulado pelo banco, o limite do financiamento é de até 80% do valor do projeto para microempresas; de 70% do projeto para empresas de pequeno porte; e de 60% para as empresas que são enquadradas como médio porte.

De acordo com Macedo, é considerada microempresa aqueles estabelecimentos comerciais com o faturamento anual bruto de até 220 mil; empresas de pequeno porte são aquelas que tem o faturamento girando entre R$ 221 mil a R$ 720 mil por ano; e as empresas de médio porte, segundo Macedo, são aquelas com o faturamento bruto anual entre R$ 721 mil e R$ 20 milhões. Este limite respeita o teto estabelecido pela linha de crédito, afirmou Macedo.

O prazo do financiamento é de 36 meses, sendo que os 12 primeiros meses são relativos ao período de carência. Nestes primeiros 12 meses, a taxa de juros cobrada é de Taxa Referencial (TR) mais 1% ao mês. O capital financiado começa a ser amortizado depois do período de carência, mês a mês, juntamente com os juros cobrados. "Depois de 12 meses, ele começa a pagar o capital principal e os juros", completou.

As garantias exigidas, afirma Macedo, devem ser reais ou, no caso da falta de um bem para garantir o financiamento, um aval ou uma fiança. "Se um indivíduo quer entrar no financiamento de R$ 50 mil e só tem um carro de R$ 20 mil, ele terá que arrumar subsidiariamente um aval ou uma fiança para garantir o crédito", completa.

Os projetos devem ser elaborados em apoio com o Sebrae-SP. Macedo destaca que existe apenas uma restrição ao tipo de empresa que pode participar. Os interessados não podem ter o nome constando no Serasa, Cadim, Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos (CCF) e Sistema de Cadastro do Banco do Brasil, o que garante que a empresa não tenha nenhum débito com terceiros ou até mesmo com a União.

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