Do artesanato à industrialização
Do artesanato à industrialização
Texto: Katy Fabruzzi, do Jornal do Sinafresp/ Especial para o JC
Elas parecem típicas cidades do Interior de São Paulo, mas por trás da aparente calma da praça e da Igreja no centro social e comercial do município, há uma característica que as difere das demais. O fato de se tornarem famosas em decorrência da produção e comercialização de um produto típico, de origem artesanal, que movimenta a economia, gera empregos e atrai os chamados "turistas sacoleiros", que adquirem as mercadorias para revendê-las em suas cidades de origem.
Três destas cidades: Ibitinga - "A Capital do Bordado", Itatiba - "A Cidade do Móvel" e Pedreira - "A Capital Flor da Porcelana", são bons exemplos.
Em Ibitinga onde, em plena terça-feira, num dia em que não há muito movimento para o comércio,
é possível encontrar diversas lojas vendendo os mais variados tipos de enxovais bordados. Todos expostos nas portas, alguns em cestos, numa tentativa, talvez, de atrair o turista perdido neste dia da semana.
Embora Ibitinga tenha sido fundada por mineiros, a sua fama como Capital do Bordado se originou de uma família portuguesa, entre as décadas de 50 e 60. Tudo começou quando a jovem Dioguina Martins Sampaio casou-se com Antônio Sampaio. As dificuldades financeiras do casal levaram Dioguina a ajudar o marido no orçamento familiar. Ela comprou uma máquina de bordar e passou a confeccionar e vender a sua arte, atividade típica das mulheres portuguesas.
Os seus bordados se tornaram conhecidos e, com os negócios prosperando, Dioguina passou a contratar outras bordadeiras. Seu comércio foi crescendo de tal forma que pessoas de outras regiões começaram a procurar o "Salão da Dona Dioguina", para comprar seus produtos.
Em 1950, a jovem empreendedora adquiriu sua primeira máquina industrial. O sucesso de Dioguina logo motivou outras mulheres da região a seguirem o seu exemplo. A cidade começava a fazer fama devido à expansão da atividade. Até que, 23 anos depois, em 1973, seria promovida a primeira Feira do Bordado de Ibitinga (Febi).
Palmira Santos é um exemplo de uma tradição que vem sendo passada através dos anos. Ela tem uma loja de enxovais em uma galeria do centro da cidade. "Minha mãe, Carolina Maria, teve 10 filhos. Nós morávamos num sítio. Na época, eu tinha 12 anos e costumava bordar junto com minha mãe, enquanto uma outra irmã costurava.
Fazíamos um bordado vazado conhecido como richileu e clive, para ajudar na renda familiar, uma vez que o que só a produção do sítio era insuficiente. Comecei a bordar num salão próximo e depois em casa, porque ganhava mais. Hoje, eu e minha irmã, aquela que costurava, temos uma confecção e uma loja que vende os nossos produtos", relata.
Atualmente os bordados industriais substituíram os tradicionais richileu e clive, já que, além de se ganhar tempo na fabricação, o custo é menor, como explica Palmira: "Hoje, os bordados são industriais e o richileu e o clive, pontos vazados, deixaram de ser feitos porque se tornaram caros. Uma toalha de mesa levava um mês para ser feita, aí não tinha jeito, perdíamos tempo e dinheiro."
O secretário de Turismo de Ibitinga, Lázaro Carlos de Arruda Prado, define o bordado como "a mola propulsora do município". Segundo ele, são mais de mil empresas que elaboram os mais diferentes trabalhos.
Desde a primeira feira do bordado, organizada com algumas dificuldades, a cidade tem recebido diversos turistas.
"Em 98, completamos a 25.ª edição, considerada nosso jubileu de prata. Recebemos visitantes de várias regiões do País e até mesmo do Exterior à procura dos nossos produtos. A cidade depende desses turistas", afirma o secretário.
Quanto à confecção industrial, Prado diz que "embora o bordado artesanal tenha aquele lado mais delicado, detalhado e até romântico, perdeu espaço para a praticidade do tempo. Se em um mês, no processo artesanal, você borda uma peça, no processo industrial você consegue confeccionar muito mais".
Com o pacote fiscal e a crise internacional que atingiu em cheio a economia brasileira, alguns comerciantes alegam queda na movimentação e nas vendas. "A crise fez com que nossas vendas caíssem. Diminuiu o número de pessoas que vinham para cá e aumentou o número de cheques sem fundos", afirma Palmira Santos.
Contágio
Essa opinião é compartilhada por diversos comerciantes, como Luzia Helena, que tem uma loja em uma galeria: "Tenho comércio há 13 anos e vejo o quanto a crise financeira fez as vendas caírem. Os moradores da cidade raramente compram uma peça e quando o fazem é para um ou outro casamento. A grande procura vem mesmo dos turistas, que têm aparecido menos".
Prado constata que a crise atingiu diversos setores industriais e não teria como deixar de afetar Ibitinga.
"Quando o bordado vai bem, todos os outros segmentos, como lojas, restaurantes e hotéis, acompanham. Todos dependem desta atividade econômica. Se ela entra em declínio, a crise atinge toda a cidade. Era comum recebermos muitos turistas nos finais de semana, de 250 a 300 ônibus por sábado e de 15 a 20 ônibus por dia. As pessoas estão gastando menos. A queda do fluxo de turistas independe da nossa vontade. Hoje, recebemos cerca de 100 a 150 ônibus no fim de semana e 10 a 15 durante a semana", comentou.
O que torna a estrutura da cidade em torno da comercialização dos bordados curiosa é a maneira como ela se organiza para receber os turistas e sacoleiros. Começa pelo levantamento da secretaria de Turismo, na chegada de cada ônibus fretado, do número de ônibus por passageiros. Depois da coleta, conferido o número total de visitantes, imediatamente essas informações são repassadas para a rádio local que as divulga constantemente.
Imaginando, seria mais ou menos assim: "A cidade de Ibitinga, está recebendo hoje, dia x, tantos turistas"... e os comerciantes se mobilizam em suas lojas para a recepção. "Preparamos o comércio e o deixamos mais otimista", afirma o secretário.
Além da feira, as festividades de Corpus Christi também têm a sua característica. Cada fabricante local doa para a matriz da cidade um tapete bordado que será estendido para a passagem do cortejo. Todos os tapetes juntos compõem a beleza da festa. Depois a igreja os vende e a renda é destinada a obras assistenciais. Este evento é realizado desde 1981.
Trabalho informal
A maioria das indústrias de Ibitinga, na tentativa de diminuir os seus encargos, prefere não empregar funcionários registrados em carteira. Elas costumam entregar o material para um bordador, que irá executar o trabalho em sua própria casa. "A renda familiar
é diferenciada, sendo comum encontrarmos numa casa todos os familiares trabalhando no bordado, do pai ao avô. Além disso, deve-se considerar que o bordado tem uma gama muito grande de mão-de-obra e, quando se fala nesta atividade, estamos nos referindo não somente à peça bordada mas também ao tecido estampado, o corte do tecido, os tecidos que não levam bordados mas aplicações e a embalagem do produto. Enfim, todos podem trabalhar, do garotinho
às pessoas de idade. O piso varia entre R$ 280,00 a R$ 400,00 dependendo da pessoa", define o secretário.
É o caso de Valmir de Souza, casado com Lucilene, que têm um único filho. Na casa residem seis pessoas, contando os sogros e a cunhada Jucimara. A renda média familiar é de R$ 800,00.
Enquanto a sogra cuida do neto, os demais ajudam no bordado e nas aplicações das peças. Valmir conta que a família costuma acordar às 7h30 para iniciar o trabalho e param de meia a uma hora para o almoço
(conforme o ritmo e a quantidade de peças a serem feitas).
Todos bordam, inclusive a cunhada. "Nosso rendimento dá mais ou menos para 300 peças. O único que não trabalha conosco é o meu sogro, que é registrado em uma indústria da região e borda na própria empresa", afirma Valmir.
Com o elevado número de trabalhadores informais, a arrecadação municipal diminuiu. Prado afirma que, apesar disso, é importante considerar que o setor se tornou uma fonte de emprego inquestionável: "Em qualquer fundo de quintal tem alguém trabalhando".
O prefeito Rosevelt Antonio de Rosa diz que muitas vezes, por causa do desemprego na região, é necessário tolerância para com o trabalho informal, apesar da arrecadação de imposto ser menor. Aí a saída, segundo o prefeito, é correr atrás das verbas estaduais e federais. Rosa aposta no investimento em outras formas de turismo como uma alternativa para melhorar a arrecadação local e desenvolver a economia.
Ele acredita no desenvolvimento do grande potencial pesqueiro da cidade, já que por ela passam dois afluentes do rio Tietê: o Jacaré-Pepira e o Jacaré-Guaçu, ambos considerados os rios mais limpos do Estado.
O Pepira tem características semelhantes ao Pantanal Matogrossense, e é conhecido na região como Pantaninho. Além desses dois afluentes, também há os rios São Lourenço e o Ribeirão dos Porcos.
Outra vantagem para a cidade foi a construção de uma das barragens da Cesp na região, que possibilitou a criação de cerca de 53 espécies de peixes. Curiosamente, nesta barragem surgiu o peixe tucunaré, originário da Bacia Amazônica, que ninguém sabe ao certo como foi aparecer por lá.
Em Itatiba, fabricação de móveis adota novos materiais e técnicas
A cidade de Itatiba, próxima a Campinas, Vinhedo, Bragança Paulista e Jundiaí, é tradicionalmente conhecida pela fabricação dos móveis coloniais. Até 1993, essa atividade era a terceira fonte de absorção de mão-de-obra da cidade, perdendo apenas para a indústria têxtil e de madeira. Porém, a partir de então, ocorreu uma mudança significativa com a chegada de várias indústrias à região e a substituição da matéria-prima dos móveis, antes fabricados em madeira maciça de forma artesanal, por produtos mais baratos.
Uma pesquisa do Senai daquele ano mostrou que a princípio a matéria-prima, na época era a madeira nobre, utilizada por quase 95,6% das unidades produtivas. A maioria delas optava pelo mogno e cerejeira provenientes de Rondônia.
Hoje, embora ainda existam peças fabricadas com esse tipo de madeira, muitos móveis em estilo reto foram substituídos por madeiras menos nobres, como compensados ou outros materiais como laminados plásticos, fabricados em diversas regiões do País.
Com o tempo Itatiba tornou mais sólida e moderna sua infra-estrutura e, por isso, passou a ser procurada por empresas das mais variadas origens. Entre as indústrias instaladas na região, estão a Agrate (máquinas de alta pressão), a Tradika (distribuidora e embaladora dos produtos Nívea), a OPP do grupo Odebrecht e, em breve, terá a AMP do Brasil (cabos e fios).
Além disso, Itatiba tem oferecido incentivos para as indústrias se instalarem na região, como se pode constatar pela Internet, onde está disponível o Programa Municipal de Incentivo Industrial - Promind (Lei regulamentada pelo Decreto nº 3.887, de 2 de dezembro de 1996), que mostra as vantagens e estímulos oferecidos pela prefeitura local.
Entre as vantagens relacionadas, estão a isenção pelo prazo de 10 anos do IPTU, da taxa de remoção de lixo, da taxa de licença para localização e fiscalização de funcionamento do estabelecimento, do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) e, em definitivo, da taxa de licença para execução de obras particulares e de razão da implantação, construção ou ampliação de unidades industriais e do imposto sobre transmissão de bens imóveis. A solicitação das empresas
é avaliada pelos órgãos técnicos da prefeitura municipal, para verificar se estão enquadradas na legislação pertinente.
No entanto, mesmo com outros setores industriais instalados na cidade e apesar da crise financeira, o setor moveleiro continua sendo procurado. O presidente do Departamento do Móvel de Itatiba, Carlos Matteuzo, dá perfil dos compradores de móveis de Itatiba: "Recebemos visitas de pessoas de diversas cidades de regiões próximas, de São Paulo e também de outros Estados.
Geralmente, são casais que querem diversificar e optam pelos móveis do segmento atual, simples mas de qualidade. A demanda maior é de consumidores acima de 30 anos, que já têm definido o tipo de móvel que desejam. Eles querem algo que dure mais, que tenha maior resistência. Que não precise ser mudado", classificou.
Outra característica diferenciada do setor é que todos os móveis são feitos sob encomenda. Diferente de uma colcha adquirida na cidade de Ibitinga, quando o turista leva o material pronto para casa, os fabricantes de móveis trabalham com o modelo escolhido pelo cliente. "O casal vê uma exposição que fica nas lojas das duas principais ruas, a 29 de abril e Luiz Scavano, e escolhe o tipo de móvel que deseja. Além disso, faz as modificações que julga necessárias, bem como descreve as medidas adequadas ao local em que ele será instalado. apresentamos o projeto e, assim que aprovado, executamos o serviço".
Outro fato curioso se refere à mão-de-obra. Neste segmento, encontramos uma predominância masculina e uma faixa etária que varia de 19 a 35 anos. O trabalho em marcenaria não é informal como os dos trabalhadores do bordado; ao contrário, os marceneiros da região são autônomos, com registro na prefeitura. Matteuzo atribui esse fato à compra do equipamento e do material adquirido pelo marceneiro, que não é barato. As indústrias contratam os serviços dos marceneiros conforme a demanda, estes por sua vez, contratam ajudantes.
Em 93, a pesquisa Senai apontava, com dados estatísticos, a vulnerabilidade do setor moveleiro em razão de suas peculiaridades. Entre elas, destacava-se que os estabelecimentos eram de pequeno porte, sendo que o maior deles absorvia menos de 40 empregados. Porém, não dava para avaliar o crescimento do setor, já que a pesquisa era indicativa do período em que foi realizada. Hoje, o que dá para concluir é que existe uma mão-de-obra restrita ao marceneiro autônomo e ao ajudante.
Matteuzo acredita na reversão do quadro de crise se houver uma intensa campanha em torno da fabricação rústica de móveis, um sistema mais unido de cooperativa e um investimento maior da prefeitura para o setor, através da promoção de feiras. (KF)
Novas aplicações da porcelana dinamizam economia de Pedreira
Uma das maiores vantagens de Pedreira, conhecida como a Capital da Flor da Porcelana, é, sem dúvida alguma, sua localização. Próxima ao Aeroporto Internacional de Viracopos, a cidade se beneficia do corredor de exportação. Além disso, é de fácil acesso, a partir de São Paulo, pelas rodovias Bandeirantes e Anhanguera, ou por Campinas, pela SP-34 e SP-95.
A cidade tem como principal atividade econômica e industrial a fabricação de cerâmicas e derivados. Sua história vem da iniciativa e da criatividade de dois irmãos: Angelo e Antônio Rizzi que, em 1914, resolveram instalar uma fábrica de porcelanas na região e substituir as tradicionais louças inglesas por louças similares com boa qualidade, já que as importações estavam sendo dificultadas pela Primeira Guerra Mundial.
Neste gênero, surgiram também a Cerâmica Santa Rita e, em seguida, a Cerâmica Santana, fundada por Joaquim Carlos, que fabricava adornos e aparelhos de chá e café. A Nadir Figueiredo Ind. e Com. que sucedeu os irmãos Rizzi, surgiu neste período e fabricava, em alta escala, aparelhos de jantar, chá e café, além de artigos domésticos em granito.
Pequenas indústrias também foram se instalando na região e tornando a cidade importante neste segmento.
Com a expansão e a necessidade de diversificação no segmento, algumas fábricas passaram a produzir mais do que simplesmente aparelhos de chá ou café. Muitos objetos fazem parte desta variedade, com destaque para os isoladores de porcelana que atendem à toda expansão da rede de distribuição de energia elétrica, sendo inclusive exportados em grande número.
Das 210 indústrias, cerca de 46 são fabricantes de derivados de cerâmica e outras, geralmente microempresas, do setor de faiança. O desenvolvimento desse tipo de material tornou a cidade conhecida como a maior produtora do gênero da América Latina, sendo que os principais países compradores de cerâmica e derivados são os Estados Unidos, Canadá, Itália, Líbano e países da América do Sul.
Os produtos são os mais variados.
É possível encontrar desde modelos de aparelhos de jantar, café e chá, até canecas de todos os tipos, travessas refratárias, louças para restaurantes e hospitais, louça branca, ainda artesanal, com decorações feitas à mão; adornos diversos, vasos, cachepôs, estatuetas e muito mais. No setor metalúrgico é importante destacar as máquinas industriais para cerâmica, mineração e fundição, alumínio, revólver para pintura, baquelite e artefatos. Também fazem parte do setor os vidros e cristais, decorados ou não, artefatos variados, inclusive plásticos como taças de sorvetes, travessas para freezer e microondas e outras infinidades.
Pedreira promove a Feira da Indústria da Porcelana (FIP), conhecida em todo o País. O evento conseguiu reunir, no ano passado, 70 expositores dos mais diversos ramos industriais. A Feira é realizada geralmente na segunda quinzena de julho, em um pavilhão próprio denominado Palácio das Indústrias.
Além da Feira, o Museu Histórico e da Porcelana, localizado na Praça Coronel João Pedro, reúne em seu acervo cerca de 2.200 peças entre porcelanas, mobiliário, fotografias, documentos e peças de montaria e da cafeicultura.
Crise financeira
Assim como a maior parte das cidades brasileiras, Pedreira não poderia fugir à regra e está enfrentando também a crise econômica que afeta diretamente as receitas do município. Para manter a folha de seus servidores em dia, o prefeito Antônio Ganzarolli Filho (PMDB), adotou medidas rigorosas, dentre as quais a demissão de secretários e a exclusão de cargos de confiança.
A crise está afetando particularmente a atividade industrial. Segundo José Roberto Camilotti, procurador jurídico da prefeitura, desde 1992 a cidade presenciou o fechamento de cerca de 10 indústrias. Tornou-se necessário tomar uma atitude que gerasse mais empregos e que atraísse outros setores industriais para a cidade. Uma das medidas adotadas, segundo Camilotti, foi a adoção de um protocolo de intenções, em que a prefeitura se compromete a vender terrenos do governo municipal a custos mais baixos, para as indústrias se instalarem na região.
Além dos terrenos, antigos galpões, que não estavam sendo utilizados pela prefeitura, foram cedidos a algumas indústrias. Além disso, a lei de incentivo isentou para 98 o IPTU e algumas taxas básicas. Dessa forma, empresas de outros segmentos que não a porcelana, passaram a atuar na cidade.
Com a crise surgiram também as indústrias de fundo de quintal, que produzem artesanatos, vendidos em pequenas lojas da região. Outro fator que está ajudando a driblar a crise, é que Pedreira está localizada próxima ao circuito das águas, tornando a passagem obrigatória aos turistas, que acabam adquirindo uma louça, quando passam pela cidade. (KF)