Geral

Defesa

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Advogado de Izzo vai ao TJ contra liminar

Advogado de Izzo vai ao TJ contra liminar

Texto: Nélson Gonçalves

Ailton Gimenez está em São Paulo discutindo medida jurídica para tentar cassar liminar que mantém Izzo afastado do cargo

O advogado de Izzo Filho em Bauru, Ailton Gimenez, já está em São Paulo discutindo com o colega Euro Bento Maciel, e outros integrantes da equipe que defende o prefeito, a medida jurídica necessária para tentar cassar a liminar que o mantém afastado do cargo. Gimenez garantiu que ainda não protocolou nada no Tribunal de Justiça, o que pode acontecer nas próximas horas.

Ailton Gimenez disse que está fazendo um estudo minucioso da liminar que afastou Izzo e ainda não se decidiu sobre o melhor remédio jurídico para tentar cassar a liminar.

"Ainda não sei se será um mandado de segurança ou agravo de instrumento. Acho que cabe os dois e para ambos deveremos ter um decisão, contrária ou a favor, em no máximo 72 horas, como é de costume nesses casos", comentou, por telefone de São Paulo. Se for agravo de instrumento terá pedido de efeito suspensivo.

O advogado do prefeito não quis adiantar a linha de raciocínio que será utilizada para tentar derrubar a liminar. Gimenez apenas acrescentou que será argumentado que a defesa de Izzo Filho considera a medida de afastamento "um tanto quanto excessiva". O afastamento de Izzo Filho foi determinado pelo juiz da 3ª Vara Cível do Fórum de Bauru, Mauro Ruiz Daró, em ação de responsabilidade civil por improbidade administrativa protocolada pelo Ministério Público. O MP denuncia Izzo Filho, bem como o ex-presidente da Emdurb, André Luiz Torrens, e o ex-diretor da ECCB, Adhemar Previdello, de extorquir a empresa permissionária do sistema de transporte coletivo em Bauru.

Sobre o parecer do STF, favorável a Izzo Filho, Ailton Gimenez diz que "vem de encontro exatamente da nossa manifestação. Eu comentei exatamente que não se pode conceber que uma decisão de um juiz cause prejuízo a ordem pública. Isto não pode ser simplesmente alegada. Também acho isso em relação ao afastamento concedido ai em Bauru. Não pode simplesmente achar, tem que demonstrar e vamos contestar isso".

Em relação a Comissão Processante (CP), Ailton Gimenez disse que não tomará nenhuma providência por enquanto, nos próximos dias. Mas o advogado de Izzo confirmou que "na época oportuna vamos tomar as providências necessárias". O advogado do prefeito teve negado pedido de liminar para suspender a Processante em mandado de segurança e aguarda análise do mérito pelo Judiciário. Gimenez também indicou que também não vai comparecer à sessão da Comissão Processante marcada para hoje à tarde, a partir das 14 horas, quando os vereadores pretendem começar a ouvir as testemunhas arroladas pela defesa de Izzo Filho.

Comentários

Comentários