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Solange Monteiro
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DIG/Garra apreende mais de 7 mil maços de cigarros

DIG/Garra apreende mais de 7 mil maços de cigarros

Texto: Solange Monteiro

A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) apreendeu 7.422 maços de cigarros e 198 fitas K-7, ontem à tarde. A apreensão foi feita durante a tarde em 18 barracas visitadas no Centro Comercial e na avenida Rafael Pereira Martini, no Jardim Redentor. Na delegacia foi lavrado o auto de exibição e apreensão de mercadoria, que será encaminhado para a Polícia Federal, que deverá tomar as providências sobre o caso.

De acordo com o delegado titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, essas pessoas podem responder pelo crime de descaminho, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão.

Ele explicou que essa fiscalização e apreensão não fazem parte da Operação Pirata, realizada em todo o Estado de São Paulo, semana passada em que foram apreendidos mais de 3,5 mil CDs e 4,9 mil fitas K-7. Disse também, que se tiver conhecimento de irregularidades será feita nova fiscalização e apreensão.

Sobre a atual crise econômica que o país enfrenta e a conseqüência que essa apreensão pode ter sobre os ambulantes e suas famílias, o delegado explica que está ciente, porém não pode fechar os olhos para algo que é ilegal e que a lei manda cumprir.

Revolta

O presidente do Sindicato de Trabalhadores da Economia Informal de Bauru (Sinteib), Mário Augusto dos Anjos, a categoria está revoltada.

Na sua opinião, fiscalizações como a de ontem fazem com que, muitas vezes, o ambulante tenha o estoque, mas não possa vender. Ele questiona inclusive, qual o regime em que vive o país: democracia ou ditadura, uma vez que esses trabalhadores recebem esse tratamento e têm as mercadorias apreendidas. "As pessoas vêem os ambulantes como lixo. Mas se não temos com o que trabalhar, se não podemos vender, então as mulheres terão que se tornar prostitutas e os homens ladrões", disse.

Embora, o presidente da Sinteib não tenha oficialmente o valor do prejuízo que a apreensão acarretou para os ambulantes, a vendedora ambulante Sueli Venâncio, 31 anos, sabe exatamente qual foi o seu prejuízo.

Em sua banca foram apreendidos 38 pacotes de cigarro cujo valor

é de R$ 500,00. Segundo contou, está desempregada e tem três filhos para sustentar e passou a vender cigarros na rua Rafael Pereira Martini, ao lado de um supermercado, para manter a família.

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