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Fábio Grellet
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Florestal apreende palmitos em Pirajuí

Florestal apreende palmitos em Pirajuí

Texto: Fábio Grellet

Pirajuí - Duas apreensões de palmitos da marca Palmipar - Palmitos do Pará Ltda. - , prontos para serem comercializados, ocorreram em Pirajuí nos últimos dias, ambas realizadas pela Polícia Florestal de Bauru.

Na segunda-feira, uma van foi flagrada no posto Gauchinho's II, localizado no km 392 da rodovia Marechal Rondon, próximo a Pirajuí, com um carregamento de 720 vidros do palmito, distribuídos em 30 caixas com 24 vidros cada uma. O motorista era Ivan Roberto Gonçalves, morador de Pirajuí, que não dispunha da licença, emitida pelo Ibama, necessária para transportar o produto; por isso, o palmito foi apreendido.

A apreensão de segunda-feira despertou ainda mais suspeitas nos policiais florestais, que estiveram ontem em Pirajuí, investigando endereços onde supostamente funcionariam depósitos clandestinos de palmito. Segundo o capitão Daniel Antônio Cinto, 39 anos, comandante da 2.ª Companhia da Polícia Florestal, foram averiguados ontem quatro endereços, mas somente em um deles foi encontrado palmito em situação irregular. Este depósito funcionava na rua Treze de Maio, em um prédio cuja fachada indicava o funcionamento de uma oficina. Dentro dele, havia 5.081 embalagens de palmito da marca Palmipar, entre vidros de 300 e 100 gramas e latas de 500 gramas. Havia no local, ainda, rótulos do produto, impressos também com a marca Palmipar. Conforme indicava o rótulo, a empresa Palmipar teria sua sede em Santana, cidade do Amapá, e o palmito seria produzido por M. José Carvalho. Os rótulos, porém, apresentavam numa das extremidades a inscrição Gráfica São João, empresa onde provavelmente tenham sido impressos.

O responsável pelo palmito era João Luiz Ferreira, morador de Pirajuí. Ele não dispunha da autorização necessária para produzir e comercializar palmito e, por isso, infringiu a lei ambiental, em crime cuja pena varia entre 6 meses e um ano. A apreensão do produto também

é determinada pela lei. Foi produzido boletim de ocorrência e, em seguida, Ferreira foi liberado.

Segundo o capitão Daniel, há suspeitas de que o prazo de validade do palmito já se tenha expirado, e os rótulos estejam sendo trocados para sugerir que o produto seja recente. O palmito estragado pode causar botulismo, uma infecção muitas vezes letal. Para confirmar se o palmito está em condições de ser consumido, o Instituto Adolfo Lutz fará uma análise, finalizada dentro de 15 dias. Se houver algum palmito ainda em condições de consumo, segundo o capitão, ele será doado para instituições de caridade bauruenses.

Outra providência será verificar se existem embalagens dessa marca de palmito à venda em supermercados de Bauru e da região. Essa verificação será feita amanhã, nos estabelecimentos comerciais bauruenses.

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