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Carne bovina

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Preço da carne deve cair mais em 10 dias

Preço da carne deve cair mais em 10 dias

Texto: Márcia Buzalaf

O preço da carne bovina deve cair em 10 dias para os patamares que estavam sendo praticados antes da desvalorização cambial. De acordo com Laurindo Moraes de Oliveira, 49 anos, presidente da Associação do Comércio Varejista de Carne de Bauru, atualmente, a arroba do boi está sendo cotada a R$ 30,00.

O comprador do frigorífico Mondelli, Genaro Mondelli Filho, 35 anos, disse que o preço da arroba no Estado de São Paulo já caiu nos últimos dias.

Antes da desvalorização, Mondelli Filho afirma, a arroba estava sendo cotada a R$ 28,50. Depois da liberação cambial, o preço da arroba chegou a R$ 33,00 e recuou para R$ 30,00 na cotação da última sexta-feira.

"A queda depende do mercado, mas, durante esta semana, o preço deve permanecer assim", afirma Mondelli Filho.

Oliveira conta que muito pecuarista não levou seus bois para o abate depois que o câmbio foi liberado, fazendo com que a quantidade de carne disponível no mercado fosse reduzida significativamente. Conseqüentemente, o preço da carne bovina subiu bastante e chegou ao bolso do consumidor.

Ainda segundo Oliveira, o preço da arroba do boi deve cair para a marca de R$ 28,50 em cerca de 10 dias. Mondelli Filho afirma que tudo depende do mercado, mas concorda que o preço deve cair. A explicação dele é que tem muito pecuarista com gado pronto para o abate.

Uma das justificativas para a queda nos preços, segundo Oliveira, é a retração no consumo. Ele acredita que a população brasileira está mais consciente e que o recuo do consumo de carne vai ser sentido nos próximos dias. "No Carnaval, se gasta mais, se come mais. Passando o Carnaval, nós vamos ver a retração que vai ter no mercado da carne", completa. No final de janeiro já foi assistida uma retração no consumo, mas que não pode ser descontextualizada do período, que geralmente é fraco nas vendas.

A orientação de Oliveira, inclusive, é de que a população não deve comprar carne bovina por enquanto, tentando substituí-la por outros itens. "Quem ganha em real, não pode gastar em dólar", ironiza Oliveira quando diz que o aumento foi produzido mais pela especulação do mercado pecuário do que pelo aumento do custo da carne bovina. "Não é que falou carne no mercado.

É que tinha menos carne, menos oferta", explica.

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