Obras inacabadas prejudicam moradores
Obras inacabadas prejudicam moradores
Texto: Adriana Rota
Esgoto estourado, água podre parada, mau cheiro, erosões e asfalto rompido. Essa é a situação da rua Adante Gigo, no Jardim Carolina, que dificulta (e chega a impedir) o aluguel dos imóveis do local. Em apenas uma quadra, três casas estão à espera de novos inquilinos.
De acordo com os moradores, o problema já tem muitos anos, mas a situação vem agravando de uns meses para cá.
"O Nilson Costa, logo que entrou na Prefeitura, chegou a mandar máquinas aqui. Puseram até as galerias de
água. Mas quando o Izzo reassumiu, a obra parou", disse Napoleão Albino, 52 anos, motorista autônomo.
Albino é proprietário de um galpão que fica em frente a um dos trechos mais castigados da rua, e há um ano e dois meses não consegue alugá-lo. São R$ 800,00 a menos no orçamento da família. "Meus antigos inquilinos ficaram lá por quatro anos. Já era ruim, mas ainda dava para passar pela rua. De uns tempos para cá ficou impossível e não dava para eles continuarem tocando a oficina sem clientes", desabafou.
Descaso
Não é só na Adante Gigo que o dinheiro público gasto com obras inacabadas é desperdiçado. A avenida Jânio Quadros (conhecida como avenida do Oeste), localizada entre o Parque Vista Alegre e o Jardim Godoy, está há mais de três anos parada.
O asfaltamento chegou a ser feito ao longo de dois quilômetros da avenida, aproximadamente, sendo que mais metade disso seria suficiente para a conclusão da obra. Bocas-de-lobo e iluminação pública também foram implantados.
A avenida vem sendo utilizada como depósito de entulho, ao invés de servir como prolongamento da Nações Unidas com saída para Arealva e Iacanga, como havia sido inicialmente projetada.
Além disso, a interrupção de um trecho da rua Vicente Barbugiani que seria utilizado para efetivação da obra, acabou com a ligação do Parque Vista Alegre com o Jardim Godoy.