Geral

Dívida pública

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Dívida da Prefeitura junto à CPFL impede extensão de rede

Dívida da Prefeitua junto à CPFL impede extensão de rede

Texto: Ieda Rodrigues

Cerca de 150 pedidos de extensão de rede de energia elétrica estão parados na Prefeitura. A execução desses serviços não está ocorrendo porque a Prefeitura deve cerca de R$ 2 milhões para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). A dona de casa Olga Campos, moradora da quadra 7 da rua João Sotero de Castro, na Vila Industrial, depois de dois meses no escuro, "emprestou" energia de um vizinho porque não conseguiu a extensão de rede.

Acreditando que a energia elétrica chegaria logo, Olga mudou-se para sua nova casa, há seis meses, e teve que recorrer a lampiões por cerca de dois meses. Depois desse período, sem poder usar os aparelhos eletroeletrônicos, m vizinho prontificou-se a "emprestar" energia através de uma fiação que interliga as duas casas.

Mesmo melhor que antes, Olga não pode vários aparelhos de uma única vez com receio de curto-circuito. "Quando ligamos o chuveiro, por exemplo, desligamos a geladeira porque temos medo de um curto-circuito", contou. Cansada de procurar a Prefeitura e a CPFL para pedir a extensão de rede ela procurou o JC nos Bairros.

O secretário municipal de Obras, Leandro Joaquim, explicou que os pedidos de extensão de rede não estão sendo executados por causa da dívida, de aproximadamente R$ 2 milhões. Ele disse que o prefeito Nilson Costa, no ano passado, firmou um acordo com a CPFL para parcelamento da dívida, mas que a administração Izzo Filho não pagou as prestações previstas.

Com isso, segundo Joaquim, a CPFL deixou de fazer a extensão de rede. Ele afirmou que a Prefeitura está tentando, novamente, um acordo com a CPFL para que as obras de extensão de rede sejam retomadas e os pedidos já protocolados na Secretaria de Obras sejam executados.

Resta ao morador que tem casa em ruas onde não há rede de energia aguardar o acordo da Prefeitura com a CPFL. Em alguns casos, os munícipes chegam a pagar o material necessário para a extensão de rede (poste e fios) para apressar o serviço. Nesse caso, conforme Leandro Joaquim, a Prefeitura paga à CPFL apenas a mão-de-obra.

Comentários

Comentários