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Crise do SUS

Redação
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Saúde discute crise do SUS com secretário estadual

Saúde discute crise do SUS com secretário estadual

As Santas Casas e Hospitais filantrópicos que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS) se reúnem hoje pela manhã com o secretário estadual da Saúde, José da Silva Guedes, para discutir a crise das instituições e tentar evitar a paralisação no atendimento.

O aumento no preços dos insumos importados, provocados pela alta do dólar, fez disparar o preço dos custos operacionais, colocando em risco o atendimento da população. O setor, conforme comunicado da Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de São Paulo (Fesehf), vai exigir do poder público uma solução para os baixos valores praticados pelo SUS. De acordo com o comunicado, a maioria das instituições do Estado (que totalizam 422) encontram-se em situação pré-falimentar.

O preço dos filmes de raio-X, medicamentos, kits de reagentes, bolsas de sangue, entre outros, sofreram "reajustes insuportáveis", piorando ainda mais o equilíbrio financeiro destas entidades.

O SUS paga por uma consulta R$ 2,50 aos hospitais, um preço muito aquém do necessário para cobrir os custos. A federação ameaça interromper o atendimento ao público por não poderem prestar um atendimento de qualidade aos seus usuários.

De acordo com informações extra-oficiais, o presidente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), Reinaldo Rocha, não deverá estar presente na reunião com o secretário. A AHB, que controla o Hospital de Base, a Maternidade Santa Izabel e o Hospital Manuel de Abreu, também vem enfrentando problemas financeiros devido à queda na arrecadação provocada pela demora no repasse dos recursos do SUS, da Unimed e do Banco Bandeirantes.

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