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Privatização

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

Privatização da Cesp deve ocorrer em junho

Privatização da Cesp deve ocorrer em junho

Texto: Rita de Cássia Cornélio

A privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) deve ser realizada em junho ou julho. A expectativa é de que a venda ocorra sem ágio, em razão a mudança cambial. A análise é do presidente da companhia, Guilherme Augusto Cirne de Toledo. Ele esteve, ontem, em Bauru participando da entrega do certificado ISO 9002 para a oficina eletromecânica da empresa e recebeu das mãos do prefeito Nilson Costa, o título de hóspede oficial do município.

Toledo acredita que as mudanças na política cambial ajudaram os investidores estrangeiros. "A preocupação que eles tinham com a desvalorização dos recursos investidos está afastada, não há riscos de desvalorização. O investidor estrangeiro não tem mais incertezas e, na minha opinião, melhoraram as perspectivas para eles", afirmou.

Para o presidente é importante mencionar que quem vai comprar a área de grande geração não é um especulador nem um fundo de investimento. "São empresas que já atuam no segmento e conhecem profundamente o setor de geração de energia. Sabem que é um setor de maturação e de retorno demorado. Sem a incerteza do câmbio, eles não têm com que se preocupar, uma vez que se preocupam com os próximos 30 anos e não com os próximos seis meses."

De acordo com Toledo, o primeiro passo para a privatização já foi dado. "O 1º passo foi a criação de três subsidiárias. Criamos a Companhia Energética Tietê, Paranapanema e a Paulista. Dessas três, uma permanecerá com o Estado, que é a empresa de transmissão. As outras já estão preparadas: uma para receber todas as usinas que ficam ao longo do rio Paranapanema e a outra para receber as usinas que ficam nos rios Tietê, Pardo e

Água Vermelha que fica no Rio Grande."

A grande geração (usinas maiores) as que ficam nos rios Paraná e Tietê - Jupiá, Ilha Solteira e Porto Primavera - vão passar por uma cisão. Três Irmãos permanece na Cesp. "A cisão foi o segundo passo em direção a privatização." Na seqüência deve ocorrer a venda da grande geração.

Os valores mínimos da privatização ainda não foram definidos. "Deverão ser definidos ao longo de março. São vários consórcios que fazem a avaliação e recomendam um preço ao governador. Estamos no processo de elaboração dos relatórios das consultorias."

Empresa Enxuta

O presidente da Cesp, Guilherme Augusto Cirne de Toledo, garante que a empresa já fez sua lição de casa, desde 95. "Quando esta administração assumiu a companhia tínhamos 19.500 mil funcionários. Hoje temos 5.500. Fizemos um enorme esforço de restruturação no quadro. Hoje o quadro é enxuto, não há risco de demissões de grande monta."

Na opinião dele, a criação de três empresas beneficiou os funcionários. "Se a Cesp fosse vendida numa só empresa, só teria uma área de contabilidade, tesouraria etc. Sendo três empresas, há três recursos humanos, jurídicos, contabilidade etc. Isso aumenta a oportunidade de empregos, uma vez que triplicou a estrutura administrativa."

Quanto a área operacional, Toledo garante que não há como promover enxugamento. "São 21 usinas e todas precisam de todos os operadores. "

De acordo com o presidente, a decisão do Governo do Estado de vender a geração em três tem a finalidade de evitar o monopólio.

"Hoje é um monopólio público. O governo não quer que seja um monopólio privado." (RCC)

ISO 9002

A oficina eletromecânica da Cesp- Bauru recebeu, ontem, do Bureau Veritas Quality Internacional (BVQI) o certificado ISO 9002. A certificação aprova a oficina no processo de fabricação e tratamento de Superfícies para o sistema de transmissão. Esta é a quarta área da Cesp a receber a certificação e a primeira em Bauru, e também na atividade de oficinas.

Na opinião do presidente da companhia, Guilherme Augusto Cirne de Toledo, a certificação é o resultado de um programa ambicioso. "É extremamente importante para a empresa e para os funcionários pois dá oportunidade de empregabilidade. Eles fazem parte dos poucos empregados em empresas geradoras de energia com a certificação ISO 9002."

Para a empresa que irá controlar a companhia a partir da privatização, segundo Toledo, a certificação mostra a capacidade dos funcionários. "A certificação internacional dá a eles a tranqüilidade de emprego."

Hóspede oficial

O prefeito Nilson Costa entregou ontem, no Aeroporto, o título de hóspede oficial do município, ao presidente da Cesp, Guilherme Augusto Cirne de Toledo. O visitante retribuiu a honraria com um presente.

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