MT organiza ação com trabalhador rural
MT organiza ação com trabalhador rural
Texto: Márcia Buzalaf
O Ministério do Trabalho (MT) de Bauru agendou uma reunião para o dia 17 de março, às 15 horas, com representantes e organizações ligadas ao trabalho rural. De acordo com Sílvio Carlos de Lima Pereira, 39 anos, subdelegado adjunto do Ministério do Trabalho de Bauru, o objetivo da reunião é traçar uma agenda de tarefas a serem desenvolvidas pelo MT em parceria com alguns órgãos federais, estaduais e municipais para acompanhar o trabalhador rural. O nome provisório do movimento é "Campanha Regional pela Cidadania no Campo".
Entre os convidados para a reunião, estarão a Prefeitura Municipal, o Instituto Nacional de Securidade Social (INSS) e o Ministério Público do Trabalho. "Nós queremos montar um programa de conscientização para o homem do campo", explica Pereira.
O objetivo principal da reunião é montar um esquema de fiscalização das áreas rurais em parceria com o INSS e com o MP.
Os pontos críticos destacados por Pereira como sendo alvos de possível fiscalização são os de extração de seringueira - na cidade de Iaras, em carvoarias e em colheita de frutas em geral.
Também poderão ser criados grupos de trabalho para discutir a forma de viabilizar cada idéia. "Recursos, a maioria dos órgãos não tem. Mas a articulação e a criatividade, nós temos", alega Pereira.
Cidadania
O grande problema dos trabalhadores rurais é a falta completa de informação. Pereira diz que este tipo de trabalhador não é aquele que sabe dos seus direitos. Muito pelo contrário. O trabalhador rural, na maioria das vezes, nem mesmo sabe quais direitos têm assegurados, garante o subdelegado adjunto do MT em Bauru.
Inicialmente, quem alertou o MT para o problema da categoria foi o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Duartina e a Pastoral da Terra de Bauru, afirma Pereira. Segundo ele, o MT só agradecer às duas entidades por levantarem a questão em relação ao trabalhador rural. "Eles levantaram a questão e a gente aceitou este desafio", diz Pereira.
O desafio, além das fiscalizações nas propriedades com trabalhadores rurais, é criar uma escola volante de formação do cidadão. "Tentar levar isso para o campo. Ainda não sabemos como", explica Pereira. O auditório do MT também deve ser palco de discussões acerca dos direitos dos trabalhadores rurais.
Outro problema do setor é a falta de documentação básica. Pereira conta que a proposta do MT é de reunir alguns órgãos competentes para se organizar a liberação destes documentos em apenas um dia.
Pereira conta que a proposta do MT é encerrar esta campanha com uma "marcha rural", a ser realizada no dia do trabalho, em 1.º de maio.