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Márcia Buzalaf
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Funcionárois da ECCB podem entrar em greve

Funcionários da ECCB podem entrar em greve

Texto: Márcia Buzalaf

Se a Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) não pagar o 13.º salário relativo às horas extras dos trabalhadores feitas em 98, os funcionários podem entrar em greve. Esta é a afirmação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Geral de Bauru (SindiTran), Elias Pinheiro da Silva, 39 anos. O valor total do débito da empresa com os funcionários sem correção monetária soma R$ 16.481,55.

Segundo Silva, este 13.º, por natureza, já está sendo pago de forma irregular, já que deveria ser remetido aos funcionários da empresa no final do ano passado, juntamente com o 13.º efetivo. "Ficou para ser recebido posteriormente", garante Silva.

De acordo com ele, a empresa diz que não tem posição oficial sobre o assunto. Por este motivo, o sindicato agendou uma assembléia com os funcionários que deliberou, como prazo máximo para a ECCB regularizar o pagamento, nos dias 8, 9 e 10 de março.

Porém, ontem, a ECCB colocou no quadro de aviso dos funcionários que este 13.º seria pago parceladamente, com pagamentos iniciando no dia 5 deste mês e terminando em julho.

Existe, inclusive, a possibilidade de entrar com pedido de confisco de receita da empresa, medida que, segundo Silva, já foi adotada por alguns colaboradores da empresa com sucesso. "Que o quadro operacional da empresa seja priorizado", argumenta Silva.

Também serão discutidas as multas que a empresa deveria ter pago pelos descumprimentos do acordo coletivo de agosto de 98 para cá. "A multa é de 10% do maior salário da empresa, que é revertida para cada trabalhador da empresa", completa Silva.

O depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço

(FGTS) e do Instituto Nacional de Securidade Social (INSS) também estarão sendo reivindicados pelo SindiTran. Silva diz que o FGTS não é depositado desde outubro de 1996 e o débito com o INSS passa de R$ 17 milhões.

A empresa também está mandando cartas para as residências dos funcionários para reduzir os benefícios concedidos

à categoria. Segundo a carta, os funcionários da ECCB teriam mais benefícios do que as outras empresas que oferecem transporte urbano para a cidade. Silva diz que a carta tem função intimidatória.

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