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Fiscalização

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Ipem reprova 40% dos medidores de pressão

Ipem reprova 40% dos medidores de pressão

Texto: Márcia Buzalaf

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), órgão da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania de Bauru, terminou, ontem, os três dias de medição dos esfigmomanômetros, conhecidos também como medidores de pressão arterial. Ao todo, foram medidos 353 instrumentos, sendo que 215 foram aprovados e 138 foram reprovados.

Os 39,09% de medidores de pressão que foram reprovados apresentaram, em sua maioria, problemas de erro de medição, de vazamento e de trincamento de vidro. De acordo com o supervisor técnico do Ipem, Luiz Antônio Brizzi, 38 anos, apesar do número não ser tão grande se comparado a outras localidades, é muito superior ao esperado, já que trata-se de um medidor diretamente ligado à saúde da população.

Participaram da medição todos os postos de saúde ligados à Secretaria da Saúde, a Associação Hospitalar de Bauru (AHB), o Centrinho, além de algumas farmácias. Da região, o hospital de Agudos também participou.

Os aparelhos de propriedades dos Hospitais foram os que representaram grande parte da medição. Poucas clínicas médicas procuraram o Ipem de Bauru para verificarem o aparelho.

Para fazer a medição, o Ipem de Bauru recebeu uma equipe de São Paulo de dois agentes fiscais e um auxiliar, além de dois padrões, instrumentos usados para a medição. Brizzi disse que o Ipem já comprou 15 padrões e deve distribui-los pelas regionais. "A partir do próximo ano, devemos estar fazendo a fiscalização", completa.

A fiscalização, diferentemente da medição, terá o poder de autuação dos aparelhos. "Neste caso, o proprietário pode ser punido", afirma Brizzi.

Taxa

Quem teve o medidor de pressão reprovado, recebeu o requerimento para o ajuste. Já os proprietários que tinham aparelho sem erro de medição, receberam um selo e um certificado de calibragem do InMetro. Além disso, eles tiveram que recolher uma taxa de R$ 6,00.

De acordo com Brizzi, os medidores encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde ficaram isentos da taxa por apresentar um quadro financeiro prejudicado. Eles foram responsáveis por cerca de 180 aparelhos encaminhados nos três dias de medição. O Instituto Lauro de Souza Lima e o Corpo de Bombeiros de Bauru também ficaram isentos da taxa.

Brizzi orienta alguns cuidados básicos com os equipamentos que podem evitar a deterioração do medidor.

Enquanto a sede do Ipem em Bauru não tem o aparelho padrão para fazer a medição, Brizzi diz que, quem quiser fazer a medição, terá que procurar o próprio Ipem, que poderá encaminhar o aparelho à central de São Paulo. "Se a demanda for grande, pode até ser que a gente consiga trazer o padrão para cá", completa Brizzi.

Ele diz que é aconselhável que não se use o aparelho sem que tenha sido feita a medição.

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